Gastronomia

Do simples happy hour à experiência gastronômica com cerveja e petiscos

Mais do que uma dupla clássica, cerveja e petiscos criam uma experiência de sabores marcada por equilíbrio, contraste e harmonia

Poucas combinações traduzem tão bem a descontração à mesa quanto a de petiscos e cerveja. A harmonização entre comida e bebida envolve aromas, texturas e até intensidade, criando possibilidades que podem transformar um simples happy hour em uma experiência gastronômica. No ritual, amigos e familiares celebram o encontro de sabores, enquanto cada gole complementa uma mordida.

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Michael Dantas, do Villa Copacabana, acredita que a paixão por tal combinação é resultado direto da cultura brasileira. "Petisco e cerveja representam um momento de descontração: sentar com os amigos, conversar e aproveitar um momento depois de um dia de trabalho", avalia o proprietário da casa.

Sócio do Marco Zero, Henrique Lemos concorda: "É uma experiência que vai muito além da comida. É sobre estar com quem ama, assistir a um jogo, curtir um samba e passar algumas horas juntos. O petisco acompanha esses momentos sem pesar, enquanto a cerveja refresca e complementa os sabores".

Para Michael, uma boa harmonização entre aperitivo e cerveja é quando a bebida maltada consegue equilibrar o sabor do prato. "Ela ajuda a limpar o paladar entre uma mordida e outra, tornando a experiência mais agradável", afirma o dono do Villa Copacabana.

Comida farta e cerveja gelada

O Dito Buteco, inaugurado há menos de dois meses em Taguatinga, busca resgatar a cultura do “bar de verdade”, com mesa cheia, cerveja gelada, boa gastronomia e conversa fiada. Dito Ferreira, proprietário que dá nome à casa, resume a operação: “Comida farta feita como se faz em casa; atendimento próximo, em que o garçom te conhece pelo nome, e ambiente onde os mais velhos reconhecem o clima de boteco que sempre funcionou e os mais novos encontram um lugar que tenham vontade de ficar”.

Entre os aperitivos do menu, a indicação de Dito vai para o disco de carne (R$ 17,90), empanado e recheado com queijo. “É uma receita de tradição familiar que passou de geração para geração”, conta o proprietário. Outro destaque é o jiló empanado (R$ 6,90), cozido no vapor e recheado com linguiça suína. “Tem aquele amargor característico que, com a linguiça e a crosta crocante, vira outra coisa. Quem não gosta de jiló costuma mudar de ideia”, garante.

Segundo ele, ambas opções pedem um chope Brahma (R$ 10,90) “bem tirado na caldereta, com creme”. Para quem prefere a garrafa, a pedida é uma Original (R$ 14,90) “estupidamente gelada".

Compartilhar entre amigos

Em Taguatinga, o Fumaça Bar e Petiscaria foi construído por amigos. A faísca inicial surgiu da paixão de Bruno Ávila de compartilhar e estar entre amigos, enquanto Silmara Dias, formada em gastronomia, sonhava em ter uma cozinha própria e servir comida caseira e bem feita. "Uma semana depois de termos a ideia de abrir o restaurante, alugamos a loja", lembra o proprietário. O espaço que, aos poucos, foi construído com a ajuda dos colegas do casal, hoje celebra três anos e meio de portas abertas.

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Na casa, o carro-chefe é a panceta com guacamole (R$ 62,90 — três pessoas). "Sempre indico esse prato para os amantes de uma boa cerveja gelada. O guacamole traz aquela refrescância para o sabor da carne de porco, que é sequinha. Fica uma combinação perfeita, que é sempre muito elogiada", afirma Bruno. O cardápio oferece ao público rótulos como Amstel (R$ 14,90), Heineken (R$ 17,90), Spaten (R$ 14,90) e Stella Artois (R$ 15,90).

Sabor e descontração

Inspirado nos bares e restaurantes de Pirenópolis, em Goiás, o Villa Copacabana não só chama atenção pelas combinações que oferece entre petiscos variados e rótulos de cervejas, mas também pelo ambiente rústico e descontraído, com sinuca e totó, que permite que os clientes possam comer, beber e se divertir. “A ideia foi criar um espaço acolhedor e descontraído, que tenha personalidade e faça o público se sentir à vontade”, explica o proprietário Michael Dantas.

No menu, o destaque vai para as almôndegas fritas (R$ 34,90), um dos carros-chefe da casa. “Ela é servida com molho barbecue e combina muito bem com uma Amstel (R$ 14,90 — 600 ml) ou Heineken (R$ 17,90 — 600 ml) bem gelada. É um petisco saboroso, fácil de compartilhar e perfeito para aquele momento de conversa entre amigos”, afirma o proprietário.

Para harmonizar com a bebida, Michael ainda indica as manjubinhas fritas (R$ 39,90), o quibe caseiro (R$ 10,90) e o milho temperado no pote (R$ 15,90), inspirado nos vendidos nas praias brasileiras. 

Um brinde a Brasília

"O Marco Zero é uma homenagem a Brasília". É assim que o sócio-proprietário Henrique Lemos descreve o bar e restaurante na 202 Sul. Na casa, cada detalhe do ambiente traz referências à capital, no intuito de criar uma experiência que vai além de comer e beber. "A proposta é ser um lugar de lazer, encontro e celebração, onde brasilienses e visitantes possam se sentir parte da cidade e lembrar de como é bom viver aqui", detalha o dono.

Para harmonizar com a cerveja, a sugestão do boteco é o aperitivo pimenta da capital (R$ 35,99), prato criado pelo chef Gabriel Carvalho que leva carne seca, pimenta dedo-de-moça empanada e catupiry da casa. "O sabor picante da pimenta encontra o cremoso do catupiry e a intensidade da carne seca. A cerveja entra, justamente, para equilibrar tudo: refresca o paladar e deixa cada mordida pronta para a próxima. É aquela combinação que faz você querer dar mais um gole", adianta Henrique.

Na carta de bebidas da casa, o público pode optar entre Corona (R$ 20,99), Stella Artois (R$ 19,99), Original (R$ 18,99) e Spaten (R$ 18,99) nas versões 600 ml. "Bons petiscos, cerveja e chope bem gelados e drinques de qualidade, tudo em um ambiente que celebra Brasília. Essa é a ideia do Marco Zero", finaliza o sócio.


Uma pausa saborosa

No estacionamento 13 do Parque da Cidade, o Mangùt surgiu da vontade de trazer para o centro de Brasília um escape da rotina corrida. “Nossa intenção é que, mesmo que por alguns minutos, nosso cliente consiga se desligar do trânsito e do escritório e se conecte com a natureza e a calmaria que envolve o parque”, explica Fabrício Alves, um dos responsáveis pelo restaurante.

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Para os que desejam utilizar o “intervalo” para beber uma cerveja gelada, a sugestão da casa é o meio da asa com barbecue (R$ 79,90) com a Corona (R$ 22 — 600 ml). “É um petisco mais intenso e suculento, e o barbecue traz um lado levemente adocicado e defumado. A cerveja ajuda a equilibrar esses sabores”, pondera Fabrício.

Para ele, a combinação entre aperitivo e a bebida maltada está diretamente ligada ao jeito brasileiro de socializar. “Sentar à mesa, dividir um petisco, tomar uma cerveja gelada e aproveitar o momento, seja no almoço ou no happy hour”, resume.

Onde comer?

Dito Buteco
Comercial Norte B 9 — Taguatinga
Domingo e segunda, das 11h às 23h
De terça a sábado, das 11h à 0h

Fumaça Bar e Petiscaria
Quadra Norte B 13, loja 04 — Taguatinga
De terça a sábado, das 17h à 0h

Mangút Restaurante e Café
Estacionamento 13 — Parque da Cidade
De domingo a terça, das 8h às 18h
De quarta a sábado, das 8h às 22h

Marco Zero Brasília
Eixinho L, SHCS 202 — Posto BR
De quarta a sábado, das 16h à 0h
Domingo, das 11h às 18h

Villa Copacabana
SRES Quadra 6, bloco A, 45 — Cruzeiro Velho
De terça a quinta, das 17h à 1h
De sexta a domingo, das 13h à 1h

 

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