Gastronomia

Sabores que florescem na Norte: conheça a nova gastronomia do bairro

Com a chegada de novas casas, a região amplia o leque de opções e ganha força como um dos principais destinos para comer bem no DF

 12/08/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Lugares para comer na Asa Norte. Restaurante Bahea na 711 Norte. Muqueca de pescado Amarela. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
12/08/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Lugares para comer na Asa Norte. Restaurante Bahea na 711 Norte. Muqueca de pescado Amarela. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

No coração de Brasília, a Asa Norte se consolidou como um dos principais polos gastronômicos do Distrito Federal. Entre quadras comerciais e ruas arborizadas, a região reúne restaurantes para os mais variados gostos — da cozinha brasileira às propostas contemporâneas, passando por sabores internacionais, cafés, bares e opções para diferentes momentos do dia. O diferencial da área está justamente na diversidade, que combina estabelecimentos já conhecidos do público brasiliense a novas casas que movimentam a cena local e fazem do local um destino cada vez mais procurado por quem gosta de comer bem.

Leia também: Asfixia Social, Devotos e No Rest anunciam série de shows pelo país

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Os proprietários de restaurantes da Asa Norte defendem que a região esteja ganhando mais destaque e atraindo novos públicos e propostas. “Vemos que essa área vem se tornando um polo gastronômico com espaços muito interessantes e diferentes”, defende Vitor Hugo, responsável pelo Bahea. “É muito gratificante estar presente em um bairro onde é possível conhecer novidades todos os dias e fugir um pouco da mesmice e das grandes redes de alimentação”, acrescenta Arthur Vieira, do Ocanto.

Pedro Gomes, sócio do Gomes e Bebes, destaca o boom de novos restaurantes na região. “O fluxo de pessoas procurando 'algo inovador e de qualidade' aumentou muito. Isso acaba criando um movimento muito legal: surgem cada vez mais restaurantes novos, muito bons, que valorizam ainda mais a Asa Norte como polo gastronômico”, avalia o proprietário da hamburgueria.

Para Ana Lúcia, do Marilda Café, a Asa Norte, especialmente a quadra 700, se destaca por ter uma comercial inclusiva e democrática. “Neste ano, por exemplo, tivemos um bloco de carnaval no nosso quintal que deu sei lá quantas mil pessoas, não sei nem estimar. Foi uma loucura. E isso foi uma forma de ocupar os espaços da cidade”, ressalta. “Eu me sinto privilegiada de estar nesse lugar, ter acreditado nesse espaço e ver as coisas acontecendo”, declara a proprietária.

Leia também: Travis Kelce faz primeiras revelações sobre casamento com Taylor Swift: 'Melhor noite da minha vida'

 

A Bahia é aqui

Negócio familiar tocado por pai, mãe e filho, o Bahea começou despretensiosamente como um ponto de acarajé, durante a pandemia. “Éramos só nós três, nos dividindo entre salão e cozinha, sem nenhuma experiência no ramo da gastronomia”, lembra Vitor Hugo, fruto do casamento entre Claudia Regina e Orlando Ferreira. Mesmo no período de restrições e em meio à falta de prática, o negócio foi contra as possibilidades e prosperou.

Leia também: Lúcio Mauro Filho surpreende ao revelar tumor que manteve em segredo

O que era, há alguns anos, um ponto singelo em Taguatinga, se transformou em um restaurante na mesma região, com direito a segunda unidade na 711 Norte. “Eu me formei em gastronomia e comecei a criar pratos novos e construir coisas diferentes na cozinha, sempre com esse viés da Bahia”, explica Vitor. “A tradição baiana se faz presente nas receitas, na decoração e até mesmo na música”, afirma o proprietário.

Na trilha sonora do restaurante, axé, forró e MPB tomam conta, enquanto Orlando passa de mesa em mesa para conversar com os clientes. “Meu pai é baiano, então os clientes adoram a ele e adoram ouvir a história dele. E, aí, o público acaba criando um vínculo, e até uma amizade, porque as pessoas se reconhecem na trajetória dele”, aponta Vitor.

No menu, o destaque continua sendo o acarajé, primeiro prato da casa, servido no prato (R$ 30,71), no papel (R$ 30,71) ou na porção de bolinhos para dividir (R$ 60,71). “Ele é feito de massa de feijão fradinho frito no azeite de dendê, e servido com vatapá, caruru, camarão e vinagrete”, descreve o proprietário. “Trazemos nossos ingredientes da Bahia, como a farinha de mandioca ou o próprio feijão fradinho e o azeite de dendê”, diz Vitor.

Outro destaque são as moquecas para compartilhar, nos sabores camarão (R$ 150,71), peixe e camarão (R$ 172,71) e mista (R$ 180,71). Para os vegetarianos, há opção de moqueca de banana da terra (R$ 90,71). Para harmonizar, Vitor sugere o Chardonnay da Vinícola Reconvexo (R$ 150,71), que faz parte da nova carta de vinhos baianos da casa, com oito rótulos da Chapada Diamantina.

Programação especial (intertítulo)

Neste domingo, o Bahea recebe o chef Frederico Barros, do Assados do Fred, para um almoço com peixes assados no moquém indígena. “É uma churrasqueira indígena e ancestral que se perdeu ao longo do tempo. Nossa ideia é trazê-la para contar um pouco dessa história”, adianta Vitor.


Casa de avó


Batizado em homenagem à avó da proprietária, o Marilda Café surgiu a partir da paixão da matriarca da família de Ana Lúcia pela cozinha. "Ela tinha isso de entregar carinho em forma de comida. Então, nosso primeiro cardápio foi criado a partir do caderno de receitas dela", narra a sócia do ponto localizado na 716 Norte. Desde então, o menu sofreu trocas e substituições, mas os destaques continuam sendo os pratos mais afetivos.

"A torta de maçã com crumble (R$ 24), por exemplo, uma receita que ela aprendeu no colégio interno, é até hoje o nosso carro-chefe", aponta Ana. No cardápio, também tem assinatura de Marilda os pratos happy toast (R$ 24), queijo quente no pão brioche, o brownie de chocolate com caramelo salgado (R$ 23) e a rabanada (R$ 24) — descrita no menu como "a melhor rabanada da sua vida" —, que é grelhada, em vez de frita.

"São receitas exatamente iguais às que minha avó Marilda fazia", destaca a neta e proprietária do café. As opções de brunch (entre R$ 120 e R$ 136) também chamam a atenção do público, com saladas de frutas, porções de pão de queijo, sanduíches, quiches, bolos, tortas e bebidas.

Para além da gastronomia, outro ponto forte da casa, segundo Ana, é o ambiente. "Temos um jardim no Marilda que é um espaço privilegiado", ressalta a sócia do restaurante. "Toda nossa ambientação realmente remete à casa de avó. Recebemos nossos clientes como se estivéssemos recebendo em casa. Não é incomum que alguém vá tomar um café da manhã no domingo, por exemplo, e passe o dia com a gente", revela a proprietária.

Para toda hora

De portas abertas desde 2023, o Loma Café surgiu da vontade de montar uma cafeteria com padaria de panificação artesanal, em um espaço em que os clientes pudessem passar o dia todo. “Queríamos um lugar onde pudéssemos formar comunidades, que as pessoas trouxessem amigos e familiares e aproveitassem”, explica o sócio-proprietário Davi Neves. Hoje, grande parte da cozinha da cafeteria é voltada para fermentação natural, em um menu que oferece opções para todos os momentos.

“No Loma, você encontra o que procura. Se você quer seguir dieta, vai conseguir comer aqui, seja no café da manhã, no almoço, no lanche ou no jantar. Quer um momento de descontração para comer um doce gostoso, como uma banoffee (R$ 24)? A gente tem também”, afirma Davi. “A gente conseguiu ser diverso e complexo dentro da nossa própria gastronomia, assim a Asa Norte também é”, pondera o sócio.

No café da manhã, o carro-chefe da casa é o avotoast (R$ 29), com pasta de abacate, ovos caipiras mexidos e tomate. Para os adeptos do brunch, a sugestão de Davi é o prato baixaria (R$ 43), que leva cuscuz, carne seca, salada de feijão fradinho, dois ovos caipiras fritos e queijo coalho. No almoço, ele indica o lemon beef (R$ 68): baby beef com risoto à milanesa, molho de mostarda dijon e escura e telha de parmesão com limão-siciliano.

Em setembro, a cafeteria vai além do lado Norte de Brasília e se expande para uma segunda loja, na 216 Sul. “A ideia é ter ainda mais unidades pela cidade”, adianta Davi.

Com sabor e qualidade

A hamburgueria Gomes e Bebes surgiu em 2022, baseada no paladar dos próprios sócios da operação. "Queríamos fazer um rango que a gente curtisse muito", explica Pedro Gomes, um dos responsáveis pelo restaurante. Desde o início, a proposta era uma só — fazer um lanche que satisfaça plenamente a vontade de comer algo gostoso e que, ao mesmo tempo, não deixe o cliente se sentindo mal depois. "Por isso, cuidamos muito dos processos de produção de tudo que fazemos na casa e buscamos os melhores fornecedores para serem nossos parceiros", garante o dono.

No menu, o carro-chefe é o smash Seu Gomes (a partir de R$ 32), com queijo americano, molho Payaso, picles, tomate e alface. "É um sanduíche que, como qualquer outro da casa, pode ser feito com carne alta, smash, frango ou também com o nosso delicioso falafel", adianta Pedro.

Para acompanhar, há opções de fritas temperadas (a partir de R$ 18), com cheddar e bacon (R$ 34) ou trufadas (R$ 38), além dos nuggets de frango (a partir de R$ 30) e das almofadas de gouda (a partir de R$ 18).

 

  • Google Discover Icon
postado em 14/08/2026 06:00
x