Gastronomia

Descubra a essência do sabor Amazônico em restaurantes do DF

Tradição, tucupi e jambu: a riqueza da gastronomia do Pará ganha espaço nos restaurantes do Distrito Federal e encanta o público local

 22/09/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Gastrônomia - Comida paraense, restaurante Du Pará. -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
22/09/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Gastrônomia - Comida paraense, restaurante Du Pará. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Com sabores intensos, ingredientes únicos e uma forte conexão com a Amazônia, a gastronomia paraense vem ganhando cada vez mais espaço fora do Norte. Em Brasília, pratos como tacacá, pato no tucupi e maniçoba revelam a riqueza de uma culinária marcada pela tradição, biodiversidade e mistura de influências que formam a identidade do Pará.

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Nome à frente do Bistrô Paraense, Neia Maria define a gastronomia paraense como uma culinária de "identidade forte, marcada por ingredientes amazônicos, técnicas tradicionais e sabores que não se encontram em nenhum outro lugar". Para ela, tucupi, jambu, açaí, camarão, peixes amazônicos e farinha de mandioca são ingredientes indispensáveis. "Eles representam a essência de uma cozinha que preserva suas raízes e, ao mesmo tempo, conquista novos paladares", declara.

Para Nayron Quintela, chef do Pirá Cozinha Contemporânea Amazônica, o brasiliense se mostra curioso em relação aos pratos paraenses. "Sempre tem um amigo ou alguém próximo da região Norte que leva o pessoal da cidade para conhecer o restaurante. Eles ficam impactados com os sabores, as texturas e os cheiros", conta o proprietário.

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Morador de Brasília há 13 anos e dono do Du Pará há 11, Wady Dahás destaca que notou um aumento do interesse do público da capital, após a realização da COP30 em Belém. "Muitas pessoas que passaram pelo Pará durante o evento vêm aqui para matar a saudade", relata o proprietário do restaurante.

 Culinária amazônica autoral

Comandado pelo chef Nayron Quintela, o Pirá Cozinha Contemporânea Amazônica foi criado com a intenção de se tornar um espaço onde os nortistas que moram na capital pudessem matar a saudade da culinária e cultura paraense. A casa utiliza referências da gastronomia mundial, a partir da utilização de insumos da Amazônia e finalização dos preparos no fogo e brasa.

O restaurante trabalha, exclusivamente, com peixes de rio da região Amazônica, como pirarucu e tambaqui, além de utilizar tucupi e jambu na maioria dos preparos. A farinha de mandioca que vai nas receitas da casa vem diretamente de Bragança, no Pará, por exemplo.

No menu da casa, o chef explora mais do que os pratos paraenses mais famosos, como tacacá e vatapá, e explora receitas autorais, como o tambaqui na brasa (R$ 179) e o risoto de tucupi com jambu, servido com camarão rosa (R$ 69).

Outras opções são o lombo de pirarucu assado na brasa, guarnecido por arroz de tucupi e farofa de banana da terra, e o risoni de tucupi com castanha do Pará, também servido com camarão rosa. Ambos os pratos saem no valor de R$ 67. Para acompanhar os pratos, o cliente pode optar entre a IPA de Jambu (R$ 28) e a cerveja Cerpa (R$ 16), rótulo paraense.

Refúgio nortista

Ao chegar a Brasília, a paraense Varlene Matos tinha como objetivo trazer para a capital federal a experiência e o conhecimento da culinária do estado onde nasceu. Trabalhando no Banco do Pará, foi durante uma das edições da antiga Festa dos Estados que ela se aproximou ainda mais da gastronomia paraense, ao conhecer Dona Jacirema, conterrânea que a colocou em contato com receitas típicas pela primeira vez.

A partir do aprendizado, Varlene decidiu levar para outros espaços a cultura do Norte — foi daí que surgiu o Recanto do Pará, em 1984, na Feira da Torre de TV. Mais de 40 anos depois, o restaurante reúne não só curiosos e admiradores da culinária paraense, como também aqueles que desejam reencontrar sabores que remetem às próprias raízes.

O tacacá (R$ 58), aponta Varlene, é um dos principais carros-chefe da casa. "É um prato que une, em uma única preparação, ingredientes muito característicos da culinária paraense e da cultura amazônica: tucupi, jambu, camarão seco e goma de tapioca", explica a proprietária.

"O tucupi, por exemplo, é um ingrediente muito presente na culinária paraense e está diretamente relacionado à tradição da mandioca. O jambu, por sua vez, acrescenta uma característica muito particular ao prato, com sua textura e a conhecida sensação de formigamento na boca. Já o camarão seco e a goma de tapioca completam essa combinação que faz do tacacá uma preparação tão representativa", detalha Varlene.

Além do tacacá, outro prato que tem grande procura no restaurante é o pato no tucupi (R$ 130). "É uma preparação muito tradicional que reúne ingredientes que são símbolos da gastronomia paraense", afirma a cozinheira. A maniçoba (R$ 120) também ganha destaque no menu.

Pará no Guará

Na feira do Guará, o quiosque 3 é ponto de encontro entre os amantes da culinária do Norte. No Sabor do Pará, pratos típicos, ingredientes regionais e receitas que valorizam as raízes paraenses resultam em uma experiência autêntica da culinária do estado. "É tudo feito com carinho, qualidade e tradição", garante a proprietária Érika Guimarães.

No menu, os destaques são o tacacá (R$ 45) e o açaí puro (R$ 33 — 500ml). Também fazem parte do cardápio o arroz paraense (R$ 25), vatapá (R$ 40), caruru (R$ 40), maniçoba (R$ 45) e pato no tucupi (R$ 75). Para além de restaurante, o estabelecimento funciona como empório, com venda de produtos típicos do Pará.

 

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postado em 25/09/2026 06:00
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