Das águas para a mesa, os frutos do mar ganham cada vez mais espaço nos restaurantes, seja em preparos clássicos, seja em receitas que exploram novas combinações e técnicas. Camarões, lulas, polvos, lagostas e outros ingredientes aparecem em diferentes formatos nos cardápios, transitando entre pratos sofisticados e opções mais descomplicadas. Versáteis e associados a muitos estilos de culinária, eles se adaptam a sabores, ingredientes e propostas variadas, mantendo o lugar de destaque à mesa.
Chef do Fuego Alma e Vino, Jailson Natividade defende que os frutos do mar são animais delicados, de sabor sutil. "O consumidor tende a valorizar preparos mais simples e bem executados, que respeitem as características da matéria-prima. Isso não significa abrir mão da criatividade. Há espaço para novas combinações e diferentes técnicas, desde que elas não se sobreponham ao ingrediente principal", explica o cozinheiro.
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Por isso, para saber se está diante de um bom prato de frutos do mar, o cliente deve observar, em primeiro lugar, o frescor dos ingredientes. "Ele deve trazer aquele cheiro característico de mar, sem aromas fortes ou desagradáveis, e deve ser servido com sabor e textura preservados. O preparo também faz toda a diferença: é um ingrediente que pede cuidado e precisão", pontua o chef.
Tempero baiano
A vontade de comer uma boa comida baiana fora da Bahia deu origem à Casa de Mainha. Comandado por Ray Neto, o restaurante, que inicialmente servia apenas acarajé e abará, se tornou um dos pontos mais procurados do Cruzeiro Velho, principalmente pela popularidade da moqueca do chef (R$ 189,99 — duas pessoas), que leva todos os frutos do mar servidos na casa — camarão fresco, polvo e lagostim. O prato também tem na receita a posta de pescada amarela e é guarnecido por arroz branco, pirão e farofa de dendê.
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Para replicar o verdadeiro sabor da comida baiana, o restaurante conta com uma logística que traz insumos diretamente de Salvador. “De lá, vem camarão seco, azeite de dendê e, em alguns meses, outros frutos do mar da Água de Meninos, um polo pesqueiro da capital. O sabor de tudo fica muito original e impecável", garante o chef.
No estilo europeu
Na esquina de baixo da 103 Sul, chama a atenção do público o restaurante Marie Cuisine, sofisticado bistrô franco-italiano que combina técnicas e receitas da culinária europeia. No menu, entre clássicos franceses e as tradicionais pastas originárias da Itália, destacam-se os pratos que levam polvo na receita.
Em meio às entradas, a pedida ideal é o carpaccio de polvo (R$ 139), com vinagrete de alcachofra e torradas artesanais. O prato principal, por sua vez, fica por conta do polvo defumado no carvão (R$ 239). O prato também leva arroz negro e banana da terra grelhada.
Sabor litorâneo
Nascido em Sobral, no Ceará, Lucidio Carneiro quis homenagear, na capital federal, o estado em que nasceu quando abriu as portas do Jijoca, restaurante na 402 Sul. Batizada com o nome do município cearense onde fica a praia de Jericoacoara, a casa é voltada para o clima litorâneo e busca trazer para a capital federal "um pouquinho do encanto do Nordeste", explica o proprietário.
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O destaque do menu, portanto, não poderia ser outro — os frutos do mar. Entre os pratos principais, chama atenção o risoto de limão siciliano e lagosta (R$ 139,88), que leva, também ,camarões grelhados, crispy de alho poró e molho de laranja. Outra opção é a tilápia do porto (R$ 79,88), com camarões inteiros, molho de camarão e torta de lâminas de batata.
Variedade em frutos do mar
Com vista para um dos cartões-postais da cidade, o Manzuá entrega no nome a que veio. O restaurante, no Pontão do Lago Sul, é batizado em referência ao artefato utilizado para a captura de peixes — não à toa, os frutos do mar são as estrelas da casa. O prinAinda em meio aos aperitivos, a variedade de frutos do mar é grande. Há a casquinha de siri, por R$ 46,90, e as lulas a dorê (R$ 109,90), que servem duas pessoas. Outra opção é o sanduíche de lagosta no pão brioche (R$ 109,90). O prato é feito com maiocipal destaque aparece logo no menu de entradas, com as ostras frescas (entre R$ 69,90 e R$ 109,90). Para harmonizar, a sugestão são vinhos brancos ou espumantes (a partir de R$ 99,90). nese aioli da casa e salada verde. Para os fãs de vieiras, elas podem ser servidas com ovas de salmão, por R$ 271,90), e também aparecem no carpaccio com ovas negras (R$ 250,90)
