Comércio Exterior

"É difícil ter unanimidade", diz Alckmin sobre divergências no acordo Mercosul-UE

O vice-presidente e ministro comentou nesta quinta-feira (8/1) sobre a importância da parceria com a União Europeia, que pode ser decidida ainda nesta semana. Macron voltou a declarar hoje que a França votará contra o acordo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou nesta quinta-feira (8/1) a concessionária Nasa Caminhões, da Volkswagen, em Arniqueira -  (crédito: Júlio César Silva/MDIC)
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou nesta quinta-feira (8/1) a concessionária Nasa Caminhões, da Volkswagen, em Arniqueira - (crédito: Júlio César Silva/MDIC)

Em visita a uma concessionária de caminhões em Arniqueira, nesta quinta-feira (8/1), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, comentou sobre a dificuldade de chegar a um consenso com os países-membros da União Europeia em relação ao acordo com o Mercosul, que pode ser assinado até o fim da semana, apesar de depender ainda da aprovação de pelo menos 15 países do bloco.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

“É difícil você ter unanimidade. Agora, nós torcemos para que (a assinatura) ocorra, porque isso é importante para os 27 países da União Europeia e é importante para o Mercosul. Passamos para cinco países, com a entrada da Bolívia, e isso é importante para o mundo”, destacou o vice.

Mais cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o país votará contra o acordo com o bloco sul-americano e acrescentou que foi “negociado por tempo demais com bases excessivamente ultrapassadas”. Outra nação europeia que adiantou o voto contra a parceria foi a Irlanda, que também se junta à Hungria e à Polônia entre os países que se opõem à mudança.

Ainda há a expectativa de que a decisão final sobre o acordo seja resolvida até o fim desta semana. Nesta sexta-feira (9), ocorre o encontro de ministros que integram a Comissão Europeia.

EUA e Venezuela

Ainda durante a visita à concessionária de caminhões, Alckmin comentou sobre a crise na Venezuela e as tratativas com os Estados Unidos em torno do tarifaço. Ele lembrou que o Brasil se posicionou contra o resultado das eleições venezuelanas em 2024 e que reconheceu que houve fraude no sistema, mas ao mesmo tempo condena a intervenção dos EUA no país vizinho.

“O Brasil não concorda com ações que rompem com o direito internacional e, de outro lado, não reconheceu o resultado eleitoral do último pleito da Venezuela. E torce para que a Venezuela cresça, recupere a sua economia e possa crescer”, disse o vice.

  • Google Discover Icon
postado em 08/01/2026 17:35 / atualizado em 08/01/2026 17:50
x