
Em visita a uma concessionária de caminhões em Arniqueira, nesta quinta-feira (8/1), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, comentou sobre a dificuldade de chegar a um consenso com os países-membros da União Europeia em relação ao acordo com o Mercosul, que pode ser assinado até o fim da semana, apesar de depender ainda da aprovação de pelo menos 15 países do bloco.
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“É difícil você ter unanimidade. Agora, nós torcemos para que (a assinatura) ocorra, porque isso é importante para os 27 países da União Europeia e é importante para o Mercosul. Passamos para cinco países, com a entrada da Bolívia, e isso é importante para o mundo”, destacou o vice.
Mais cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o país votará contra o acordo com o bloco sul-americano e acrescentou que foi “negociado por tempo demais com bases excessivamente ultrapassadas”. Outra nação europeia que adiantou o voto contra a parceria foi a Irlanda, que também se junta à Hungria e à Polônia entre os países que se opõem à mudança.
Ainda há a expectativa de que a decisão final sobre o acordo seja resolvida até o fim desta semana. Nesta sexta-feira (9), ocorre o encontro de ministros que integram a Comissão Europeia.
EUA e Venezuela
Ainda durante a visita à concessionária de caminhões, Alckmin comentou sobre a crise na Venezuela e as tratativas com os Estados Unidos em torno do tarifaço. Ele lembrou que o Brasil se posicionou contra o resultado das eleições venezuelanas em 2024 e que reconheceu que houve fraude no sistema, mas ao mesmo tempo condena a intervenção dos EUA no país vizinho.
“O Brasil não concorda com ações que rompem com o direito internacional e, de outro lado, não reconheceu o resultado eleitoral do último pleito da Venezuela. E torce para que a Venezuela cresça, recupere a sua economia e possa crescer”, disse o vice.

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