
Após o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central chegarem a um acordo sobre a inspeção da autoridade monetária no caso que envolve a liquidação extrajudicial do Banco Master, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que confia no trabalho do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e que “toda transparência pode ajudar” em um tema que envolve o interesse público, na interpretação do próprio chefe da pasta.
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“Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda, nós tivemos conversas com o procurador-geral da República (Paulo Gonet), nós tivemos o melhor aconselhamento possível para chegar até aqui. Então eu acredito realmente que o trabalho que foi feito pelo Banco Central — já disse isso no dia e estou repetindo hoje —, é muito robusto, tecnicamente”, destacou o ministro, nesta terça-feira (13/1).
Haddad disse que conversa com Galípolo “quase que diariamente” e relembrou da atuação conjunta dos dois órgãos na operação que identificou uma fraude contábil bilionária da Reag Investimentos, com participação do crime organizado para lavar dinheiro. “Tem uma conexão que está sendo apurada nos dois casos”, disse Haddad, que afirmou que o caso Master pode ser considerado a “maior fraude bancária da história do país”, a depender de como avançarem as investigações.
Ao mesmo tempo, o ministro pediu cautela para a condução do processo e declarou que também conversou com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, na semana passada, antes que os dois líderes se reunissem. Segundo ele, houve uma convergência entre os dois órgãos para apurar as responsabilidades e, eventualmente, garantir o ressarcimento dos prejuízos causados com as fraudes.
“O caso inspira muito cuidado, nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, e temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo evidentemente todo espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é de interesse público”, reforçou, ainda, Haddad.

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