Comércio exterior

Alckmin discute tarifa chinesa de 55% sobre carne brasileira

Em conversa com o vice-presidente da China, o ministro manifestou preocupação com a tarifa que afeta o principal mercado da carne bovina brasileira e reforçou a importância de manter o diálogo bilateral

Alckmin expressou preocupação com as tarifas impostas pelo país asiático e ressaltou a importância de manter o diálogo para buscar uma solução negociada -  (crédito: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Alckmin expressou preocupação com as tarifas impostas pelo país asiático e ressaltou a importância de manter o diálogo para buscar uma solução negociada - (crédito: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, manteve nesta quarta-feira (28/1) uma conversa por telefone com o vice-presidente da República Popular da China, Han Zheng. O diálogo abordou o comércio bilateral e a tarifa de 55% aplicada pelo governo chinês às exportações brasileiras de carne bovina neste ano.

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A iniciativa partiu do governo brasileiro e faz parte dos esforços diplomáticos para fortalecer a relação estratégica entre os dois países, em um momento marcado por tensões comerciais. A China é o principal destino da carne bovina brasileira, o que torna a medida particularmente relevante para o setor.

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Em nota oficial, o governo informou que Alckmin expressou preocupação com as tarifas impostas pelo país asiático e ressaltou a importância de manter o diálogo para buscar uma solução negociada. O presidente em exercício também reforçou o interesse do Brasil em ampliar o fluxo de comércio e investimentos, destacando o histórico de cooperação econômica entre as duas nações.

Segundo o governo, a conversa durou cerca de 30 minutos e ocorreu em tom construtivo. O Brasil espera que o canal de diálogo contribua para a manutenção do equilíbrio nas relações comerciais com a China.

As tarifas adicionais sobre a importação de carne bovina brasileira que exceder as cotas estabelecidas passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2026, com duração prevista de três anos. A medida tem como objetivo proteger a produção doméstica chinesa e impacta o maior fornecedor da China, com potencial efeito sobre preços e fluxos comerciais.

De acordo com o governo brasileiro, as autoridades destacaram o crescimento de 8,2% do comércio bilateral em 2025, “que alcançou novo recorde anual de US$ 171 bilhões, e reafirmaram o compromisso mútuo de preservar o diálogo com vistas à ampliação e diversificação das relações comerciais entre Brasil e China”.

“Também trataram das oportunidades de investimentos nos dois países, com destaque para as áreas de infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, afirmou o governo.

Além do Brasil, a China aplicou salvaguardas semelhantes às importações de carne bovina de outros países, como Austrália e Estados Unidos. No caso brasileiro, a sobretaxa de 55% incide sobre volumes que ultrapassem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas.

Durante a conversa, o vice-presidente brasileiro também convidou Han Zheng a visitar o Brasil para a realização da próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em data a ser definida entre os dois governos.

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postado em 28/01/2026 14:45 / atualizado em 28/01/2026 14:46
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