
Para o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, não há "justificativas" para que o Copom mantenha a taxa de juros em 15%, conforme anunciado pelo Banco Central nesta quarta-feira (28/1).
Na avaliação do parlamentar, a manutenção da Selic ocorre em meio a um cenário que tanto a inflação quanto o câmbio estão "em queda". "Essa decisão não se justifica e transforma o que deveria ser remédio em veneno para a economia. O governo do presidente Lula está cumprindo o compromisso fiscal e organizando as contas do país", escreveu o líder do PT, em seu perfil no X.
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A bandeira da redução da taxa de juros, além de ser defendida pelo líder do PT na Câmara, é endossada por economistas como os economistas André Lara Resende — um dos pais do Plano Real — e Nelson Barbosa, economista e ex-ministro da Fazenda, na época do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
"Até os próprios economistas já esperavam cortes em breve, o que mostra que dava para ter iniciado agora e ajudar o país a crescer e gerar empregos. Manter juros nesse nível tem um custo absurdo de quase R$ 1 trilhão por ano só em juros da dívida. É dinheiro que poderia ir para investimento e serviços públicos, mas acaba travando a economia e pesando no bolso de quem trabalha", pontuou Lindibergh.
O Copom manteve a Selic em 15% e perdeu mais uma chance de começar a baixar os juros. Com inflação e dólar em queda, essa decisão não se justifica e transforma o que deveria ser remédio em veneno para a economia.
O governo do presidente Lula está cumprindo o compromisso fiscal e…— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) January 28, 2026
Selic mantida em 15%
O Copom do Banco Central manteve a taxa básica de juros no patamar de 15% ao ano, após o encerramento da reunião desta quarta. A manutenção da Selic pela quinta vez consecutiva corresponde às expectativas do mercado, que acredita em um corte já na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março.
No comunicado do Copom, publicado após a reunião, os diretores aponta que o cenário ainda é marcado por uma “elevada incerteza”, que exige uma cautela maior na condução da política monetária. “O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros”, destacou.
No comunicado, o Copom ainda sinalizou pela primeira vez de uma maneira mais enfática que pode iniciar o processo de corte dos juros já na próxima reunião. “O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, acrescentou.

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