Com a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o Brasil pode fortalecer relações com países do leste europeu, como República Tcheca, Polônia e Romênia, que atualmente representam uma parcela irrisória do comércio exterior brasileiro. Segmentos industriais e de tecnologia podem ser beneficiados com possíveis novas parcerias.
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“O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos”, destaca a CNI, em nota publicada nesta sexta-feira (9/1).
A União Europeia já é o segundo maior parceiro do Brasil, atrás somente da China, em termos de valor e volume exportado. Em 2024, os países que foram o bloco foram destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o que equivale a 14,3% do total exportado pelo país. No mesmo ano, a UE respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações provenientes do Brasil, o que representa 17,9% do total.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a sinalização positiva do bloco europeu é fundamental para avançar nas próximas etapas do acordo, que envolve assinatura, internalização, ratificação e implementação dos termos.
“A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para que possamos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade do país”, destaca Alban.
A entidade avalia, ainda, que o acordo pode trazer impactos significativos sobre os investimentos bilaterais, além de gerar um ambiente mais favorável para a competitividade das empresas nacionais, com a redução de custos operacionais dentro das cadeias. “O acordo é um marco na estratégia de inserção internacional do Brasil com impacto no redesenho dos fluxos de comércio e investimentos mundiais”, acrescenta o presidente da CNI.
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