
A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia anunciada nesta sexta-feira (9/1) pode gerar um ganho significativo para as exportações de produtos fabricados no Brasil. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a parceria deve gerar um aumento de receita da ordem de US$ 7 bilhões para as empresas nacionais.
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A Apex destaca que o acordo prevê uma redução imediata de tarifas para itens estratégicos da pauta exportadora brasileira, como máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Além disso, também pode haver ganhos com a venda de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.
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Os termos também preveem uma redução gradativa das tarifas sobre diversas commodities, como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos. Ainda assim, o acordo possui uma cláusula de salvaguarda que reforça o monitoramento das importações provenientes do Mercosul, com o objetivo de proteger principalmente os produtores rurais na Europa.
Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o acordo assinado após 26 anos de discussões também representa uma conquista do multilateralismo. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio (OMC) perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou.
Além disso, o executivo ressalta a importância do bloco europeu para o comércio brasileiro e dos outros países sul-americanos as oportunidades com o negócio. “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, frisou Viana.

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