
Os preços dos alimentos ajudaram a conter a inflação no Brasil em 2025. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (9/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que itens básicos como arroz e feijão ficaram mais baratos em relação a 2024.
A desaceleração dos alimentos foi determinante para que a inflação permanecesse dentro do intervalo da meta ao longo do ano. O grupo alimentação e bebidas acumulou alta de 2,95% nos 12 meses até dezembro, o menor patamar desde 2023. Em 2024, a variação havia sido de 7,69%.
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Dentro do grupo, a inflação da alimentação no domicílio ficou em 1,43%, o menor resultado desde 2023, quando houve deflação. Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta de 6,97%.
Entre as hortaliças e verduras, os preços recuaram de forma disseminada. A alface teve queda de 5,05%, enquanto brócolis, couve-flor e couve também ficaram mais baratos. Na contramão, o coentro registrou alta de 17,96% ao longo do ano.
No grupo das frutas, 10 das 21 variedades pesquisadas apresentaram redução de preços. O destaque foi o abacate, com deflação de 42,02% em 2025. Já a manga foi a fruta que mais encareceu, com alta de 21,75%.
No segmento de carnes, houve queda nos preços da carne suína, com deflação de 1,83%, e do filé-mignon bovino, que ficou 1,49% mais barato. Em sentido oposto, o maior aumento foi registrado no fígado, com elevação de 9,06%.
Picanha e cerveja
A picanha bovina registrou alta de 2,82% em 2025. Apesar do aumento, trata-se da menor variação observada no terceiro ano do atual mandato do governo Lula. O avanço do preço do corte desacelerou em relação a 2024, quando havia subido 8,74%. Já a cerveja apresentou aceleração de preços, com aumento de 5,29% no consumo no domicílio, o maior índice desde 2022.
O comportamento desses produtos ganhou relevância política a partir das eleições de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o brasileiro deveria voltar a consumir picanha e cerveja.

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