POLÍTICA MONETÁRIA

Haddad diz que sinalização de corte de juros pelo Banco Central é importante

O ministro ainda destacou que a inflação acumulada dos quatro anos de mandato do presidente Lula será a menor da história para um governo

Com a sinalização feita pelo Banco Central no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre um possível corte de juros já no próximo encontro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o movimento é importante e pode representar uma “compatibilização do fiscal com o monetário”. 

“Esse ciclo de corte de juros pode ser um ciclo longo e muito benéfico para a economia brasileira, com crescimento e tal, e também para que a dívida se estabilize e, do meu ponto de vista, com o crescimento ela comece a cair, como aconteceu nos dois mandatos do presidente Lula, em que ele herdou uma dívida gigantesca e entregou uma dívida entre 30% e 40% do PIB”, afirmou o ministro, na chegada à sede da pasta, em Brasília, nesta quinta-feira (29/1).

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Nesta quarta-feira (28/1), o Copom manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, o que representa o maior nível para a Selic em quase 20 anos. A taxa permanece inalterada desde junho de 2025, mas pode estar com os dias contados, a depender da confirmação da sinalização do BC sobre um possível corte na reunião de 17 e 18 de março.

Mesmo com a inflação ficando acima da meta de 3% nos últimos três anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro da Fazenda acredita que o patamar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está menor e que será o mais baixo no acumulado de quatro anos da história do país. Com base na calculadora do cidadão do Banco Central, a inflação acumulada pelo IPCA entre janeiro de 2023 a dezembro de 2025 é de 14,35%.

“A inflação em quatro anos vai ser a menor da nossa história, de todos os tempos. Então nós colocamos a inflação em um patamar como ela nunca teve na história do Brasil, em quatro anos, porque é o que conta. Porque às vezes a inflação de um ano pode ser mais baixa, mas a inflação de quatro, que é a acumulada, é a que conta para saber se tivemos um ciclo virtuoso”, defendeu o ministro.

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