
Após avançar 6,2% no ano anterior – a maior alta em 14 anos –, o faturamento da indústria ficou praticamente estável em 2025, com um leve aumento de 0,1% na comparação anual. A queda desse indicador foi alavancada por uma desaceleração no segundo semestre, quando em quatro dos seis meses analisados houve queda do índice mensal, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No mês de dezembro, a queda do faturamento do setor foi de 1,2% e consolidou a trajetória de queda na segunda metade do ano. Até junho de 2025, o faturamento acumulava alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Além do faturamento, a pesquisa aponta uma queda recente do número de horas trabalhadas na produção e de Utilização da Capacidade Instalada (UCI). Em dezembro, o total de horas recuou 1% ante o mês anterior. Apesar disso, o desempenho positivo desse indicador no primeiro semestre compensou a sequência negativa de quatro meses no fim do ano e o índice fechou 2025 com alta de 0,8%.
- Leia também: Neoindustrialização ganha força no Distrito Federal
Já a UCI recuou 0,4 ponto percentual na comparação mensal, passando de 77,2% para 76,8% em dezembro. No ano inteiro, a média desse indicador foi 1,2 ponto percentual menor do que a registrada no ano anterior. Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, a queda do faturamento no fim do ano é reflexo do patamar elevado das taxas de juros, que encarecem o crédito para empresários e consumidores.
“Essa é a principal causa da perda de ritmo da indústria, agravada pela forte entrada de produtos importados, particularmente de bens de consumo. Essas importações capturam parte importante do mercado consumidor”, explica Nocko.

Economia
Economia
Economia
Economia