Cibersegurança

Golpes digitais avançam; veja quais são os fatores de risco

Durante o carnaval, quando multidões ocupam as ruas em clima de festa, esse cenário tende a se intensificar

Decreto também institui o Comitê Nacional de Cibersegurança -  (crédito: Marcello Casal / Agência Brasil)
Decreto também institui o Comitê Nacional de Cibersegurança - (crédito: Marcello Casal / Agência Brasil)

O Brasil enfrenta uma escalada contínua de golpes digitais, cada vez mais sofisticados, frequentes e difíceis de identificar. Os ataques chegam por múltiplas portas de entrada — ligações telefônicas, mensagens, links suspeitos, QR Codes, transferências via Pix, redes Wi-Fi abertas e até vazamentos de dados — e já atingem milhões de pessoas todos os anos.

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Durante o carnaval, quando multidões ocupam as ruas em clima de festa, esse cenário tende a se intensificar. O período é considerado um dos momentos de maior exposição a fraudes, furtos e roubos de celulares, impulsionado pelo uso constante de dispositivos móveis em ambientes públicos e pela redução natural do nível de atenção dos foliões. 

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O resultado acaba sendo um quadro preocupante: um em cada três brasileiros adultos foi vítima de algum tipo de golpe no último ano, e o prejuízo estimado com crimes digitais já chega a R$ 51 bilhões, segundo estudo da Silverguard com dados do Datafolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A combinação entre conectividade permanente e distração coletiva cria um ambiente favorável para a atuação de criminosos digitais, que exploram desde redes públicas desprotegidas até aplicativos de pagamento e mensagens instantâneas. Com o aumento do uso de QR Codes para pagamentos e acesso a serviços, por exemplo, cresce também o risco de fraudes baseadas em códigos adulterados ou falsos.

Diante desse cenário, iniciativas voltadas à proteção digital ganham relevância, especialmente em períodos de grande circulação de pessoas. A proposta defendida por especialistas do setor é que a segurança precisa acompanhar a diversidade das ameaças. Se os golpes chegam por diferentes canais, a proteção também deve ser integrada.

Para especialistas em segurança cibernética, o avanço dos golpes exige mudança de comportamento da população, com maior atenção a práticas preventivas, sobretudo em períodos festivos. Com milhões de brasileiros conectados enquanto celebram, a proteção deixou de ser apenas uma recomendação técnica e passou a ser parte essencial do planejamento na folia e em outros momentos.

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postado em 18/02/2026 12:41
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