
Em meio à turbulência provocada pela tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) anunciou a necessidade de um aumento de capital que pode chegar a R$ 8,860 bilhões. A operação, estruturada por meio de subscrição privada de ações, ocorre em um momento delicado para a instituição e exigirá um esforço bilionário de seus principais acionistas para sustentar a atual estrutura de controle.
A proposta da administração foi divulgada ao mercado na noite de quarta-feira (25/2). A oferta será restrita aos atuais acionistas — ou a investidores que adquirirem o direito de subscrição — e, se atingir o valor máximo previsto, exigirá um aporte proporcional do Governo do Distrito Federal (GDF), controlador da instituição.
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Detentor de 53,705% do capital do BRB, o GDF precisaria investir cerca de R$ 4,758 bilhões para evitar a diluição de sua participação. Na proposta encaminhada pela administração à assembleia que deliberará sobre o aumento de capital, o governo distrital não assume qualquer compromisso explícito de aporte. O texto evita detalhar valores ou condições e faz apenas uma referência genérica ao tema.
O documento informa que “tramita projeto de lei de autoria do Poder Executivo do GDF que dispõe sobre medidas a serem adotadas pelo DF, na condição de acionista controlador, para o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do Banco de Brasília”.
Acrescenta ainda que o BRB recebeu um ofício do controlador destinado ao Banco Central, no qual o Distrito Federal reafirma “compromisso inequívoco” com a superação das questões apontadas e com o apoio institucional necessário para o cumprimento das exigências regulatórias e dos prazos fixados pela autoridade monetária.
Apesar da sinalização política, o material não especifica quanto o GDF está disposto a investir, nem estabelece prazos ou garantias concretas de participação na operação.
Além do GDF, o capital do BRB também está distribuído entre outros acionistas relevantes. A Associação Nacional dos Empregados do BRB (Anea-BRB) detém 8,921% das ações; o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), 12,334%; João Carlos Mansur, 4,553%; a Mastercard, 6,920%; e o fundo Borneo, 3,164%.
Juntos, esses investidores concentram uma parcela expressiva do capital do banco e, assim como o GDF, terão de decidir se acompanham o aumento de capital para evitar a diluição de suas participações.

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