O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial, Borge Brende, anunciou nesta quinta-feira (26/2) que deixará o comando da instituição. A saída ocorre semanas depois de o próprio fórum abrir uma investigação independente para apurar seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
“Depois de uma reflexão cuidadosa, eu decidi deixar meu cargo de presidente e diretor executivo do Fórum Econômico Mundial”, afirmou o ex-ministro de Relações Exteriores da Noruega em um comunicado. “Agora é o momento adequado para que o Fórum continue seu importante trabalho sem distrações”, acrescentou.
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À frente da organização desde 2017, o executivo norueguês afirmou que os oito anos e meio no cargo foram marcantes para sua trajetória. A decisão foi comunicada após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que ele participou de três jantares de negócios com Epstein e manteve contato com o financista por e-mail e mensagens de texto.
Andre Hoffmann e Larry Fink, copresidentes da organização sediada em Genebra e responsável pela reunião anual de Davos, comunicaram que foi concluída a investigação independente conduzida por consultores externos sobre as relações de Brende com Epstein. De acordo com o relatório, a apuração não identificou novas irregularidades além das já divulgadas, restritas a encontros presenciais e à troca de mensagens entre ambos.
O diretor-geral, Alois Zwinggi, foi designado presidente interino da instituição. Caberá ao Conselho de Curadores do Fórum conduzir a transição e coordenar o processo de seleção do novo dirigente permanente.
Jantares com Epstein
Em comunicado divulgado no início do mês, Brende relatou que, durante uma viagem a Nova York em 2018, recebeu um convite para um jantar que reuniria o ex-vice-primeiro-ministro da Noruega Terje Rod-Larsen, outros líderes e “alguém que me foi apresentado como um investidor americano, Jeffrey Epstein”.
Ele acrescentou que, no ano seguinte, voltou a participar de dois encontros semelhantes com Epstein, também na presença de diplomatas e executivos. “No ano seguinte, participei de dois jantares semelhantes com Epstein, juntamente com outros diplomatas e líderes empresariais. Esses jantares, além de alguns e-mails e mensagens de texto, foram toda a minha interação com ele”, afirmou.
Brende declarou que não tinha conhecimento do histórico criminal de Jeffrey Epstein à época dos encontros. “Eu desconhecia completamente o passado e as atividades criminosas de Epstein.” Segundo ele, caso tivesse ciência das acusações e condenações envolvendo o financista, teria recusado o primeiro convite para jantar, assim como qualquer outro convite ou contato posterior.
Com informações de Agência Estado
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