
A Cielo apresentou uma nova tecnologia para maquininhas de pagamento que busca reduzir falhas nas transações causadas por problemas de sinal das operadoras. A solução utiliza um eSIM inteligente integrado, capaz de alternar automaticamente entre diferentes redes de telefonia sempre que houver instabilidade na conexão principal.
Na prática, quando a rede usada pela maquininha apresenta lentidão ou queda, o equipamento realiza a troca remota para outra operadora disponível, sem necessidade de intervenção manual. A tecnologia está em fase piloto.
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Segundo a empresa, a iniciativa responde a um problema comum para comerciantes: a dependência da conexão para concluir vendas. Quando a maquininha para de funcionar, o atendimento pode ser interrompido e gerar prejuízos.
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De acordo com o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, o pagamento é uma etapa crítica para o varejo, especialmente em regiões onde a qualidade do sinal oscila, o que pode causar lentidão ou falhas nas transações.
"Pagamento é missão crítica. Sem maquininha, não há venda. Quando a maquininha para, o negócio pode parar — e isso impacta milhões de empreendedores em todo o Brasil. Nosso compromisso é garantir máxima disponibilidade e segurança no momento mais sensível da jornada do varejista: a hora de passar a venda. Em muitos locais, a qualidade do sinal das operadoras oscila, o que pode gerar lentidão ou falhas na transação" Carlos Alves, VP de Tecnologia e Negócios da Cielo
A proposta do eSIM é reduzir esse tipo de interrupção, garantindo maior continuidade no atendimento ao cliente.
Benefícios também chegam ao consumidor
Para quem compra, a tecnologia tende a tornar o pagamento mais rápido e previsível. A expectativa é de menos filas, menos constrangimentos em casos de falha na transação e maior confiança no comércio local.
A fluidez no momento do pagamento também pode reforçar a percepção de modernidade e organização dos estabelecimentos, especialmente em pequenos negócios que dependem diretamente das maquininhas para operar.
Menos manutenção e redução de custos operacionais
Além do impacto na experiência de pagamento, a solução pode diminuir a necessidade de manutenção em campo. Como a troca de operadora é feita de forma remota, a empresa reduz chamados técnicos, envios de equipamentos e substituições físicas de chips.
Esse processo melhora indicadores de nível de serviço (SLA), reduz custos logísticos e diminui a dependência de intervenções presenciais, que historicamente são frequentes no setor de adquirência, área responsável por processar pagamentos com cartão.
Efeito ambiental e próximos passos
A substituição da troca física de chips por um sistema digital também reduz resíduos e deslocamentos logísticos, o que, segundo a companhia, contribui para iniciativas de sustentabilidade.
Com o piloto em andamento, a tecnologia deve avançar para novas etapas. A expectativa é que soluções desse tipo ganhem espaço no setor de meios de pagamento, à medida que a conectividade se torna cada vez mais essencial para o funcionamento do comércio.

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