
O preço do petróleo no mercado internacional subiu nesta segunda-feira (2/3), após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo tipo Brent, referência global, era negociado em Londres perto de US$ 79 o barril, alta de cerca de 7,6%. Já o West Texas Intermediate, cotado em Nova York, era negociado acima de US$ 71 o barril, avanço de aproximadamente 6%.
No Brasil, por volta das 12h50, as ações da Petrobras eram negociadas a R$ 44,39, com alta de 3,90%. O dólar, por sua vez, apresentou alta e interrompeu uma sequência de queda, quando atingiu o menor valor desde maio de 2024. Por volta das 14h, a cotação da moeda estrangeira beirava R$ 5,18, alta de 1,11%.
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Para Davi Lelis, economista e sócio da Valor Investimentos, o movimento inicial decorre da percepção de risco externo. “Quando temos o estouro de uma guerra em nível global, mesmo que bilateral, é um risco exógeno. É um evento que vem de fora do sistema bancário e do mercado, como uma pandemia, um ataque terrorista ou um desastre natural. Isso começa a impactar os ânimos e as expectativas, e os investidores buscam portos seguros”, afirmou.
Segundo ele, o risco pode evoluir conforme o conflito se prolonga. “Conforme esse risco deixa de ser apenas um evento pontual e começa a afetar setores específicos, ele passa a ser um risco temático. Petróleo, commodities, energia e dólar começam a ser impactados. Se houver intensificação e contágio para o sistema financeiro, pode se tornar um risco sistêmico, mas ainda não é o caso”, declarou.
- Leia também: Guerra: ataque ao Irã afeta preço do petróleo
O economista destacou a magnitude da alta do petróleo. “O barril do Brent saiu de 60 para 79 dólares, uma alta próxima de 30% em pouco tempo. Isso não é simplesmente um choque de demanda, é uma precificação de choque de oferta”, disse.
De acordo com Lelis, o mercado passou a incorporar risco de interrupção no fornecimento global. “Há receio de fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, além de um prêmio de risco geopolítico e da possibilidade de restrições logísticas para escoamento da produção”, afirmou.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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