
Após o afastamento de dois servidores de carreira na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3) pela Polícia Federal (PF), o Banco Central se manifestou sobre as suspeitas de atuação inadequada dos dois na supervisão do Banco Master, antes da liquidação extrajudicial determinada em novembro de 2025.
O ex-diretor de Fiscalização da autarquia Paulo Sérgio Neves de Sousa e o ex-chefe de departamento da área de supervisão bancária Bellini Santana são apontados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça como consultores privados de Vorcaro dentro do BC e, por conta disso, teriam recebido vantagens indevidas.
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Em nota, o Banco Central reconheceu ter identificado indícios de que ambos os servidores afastados teriam recebido vantagens indevidas de seus cargos e que isso teria sido percebido durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master.
“De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal”, informou o BC.
A autoridade monetária já havia afastado administrativamente Bellini e Sousa no início de 2026. Com a nova fase da operação, que também mira os dois suspeitos, a PF busca esclarecer os indícios de corrupção e favorecimento indevido. “Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei”, completa o banco.

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