MERCADO

Comissão Europeia alerta para risco de choque inflacionário com guerra no Irã

Alta do petróleo e fechamento do Estreito de Ormuz aumentam temores de impacto na economia global

Carros danificados são vistos no local de um ataque aéreo israelense nos subúrbios do sul de Beirute, em 3 de março de 2026.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelo Oriente Médio, ameaçando mergulhar a economia global no caos, com o Líbano e os exportadores de energia do Golfo arrastados para o conflito.       -  (crédito:  Agência France-Presse)
Carros danificados são vistos no local de um ataque aéreo israelense nos subúrbios do sul de Beirute, em 3 de março de 2026. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelo Oriente Médio, ameaçando mergulhar a economia global no caos, com o Líbano e os exportadores de energia do Golfo arrastados para o conflito. - (crédito: Agência France-Presse)

A Comissão Europeia alertou, nesta segunda-feira (9/3), que a continuidade do conflito no Oriente Médio pode provocar um forte choque inflacionário na economia global e europeia. O aviso foi feito pelo comissário europeu Valdis Dombrovskis.

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Segundo o representante europeu, a manutenção da crise, combinada com possíveis interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e ataques contra instalações energéticas em países do Golfo, pode gerar impactos significativos nos preços internacionais.

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“Se a situação se prolongar, com interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética dos Estados do Golfo, poderá acabar causando um grande choque inflacionário na economia global e europeia”, afirmou.

O alerta ocorre em meio à forte volatilidade no mercado de petróleo. Durante a madrugada, as cotações do barril das referências Brent crude oil e West Texas Intermediate (WTI) crude oil chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120, o equivalente a cerca de R$ 630. Na manhã desta segunda, porém, por volta de 12h, o WTI operava com um aumento de 6%, aos US$ 98 o barril.

A escalada das tensões ganhou novo capítulo após a Guarda Revolucionária do Irã anunciar o bloqueio do Estreito de Ormuz para embarcações dos Estados Unidos, Israel, países da União Europeia e outros aliados ocidentais. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerada estratégica para o comércio de energia, já que cerca de 20% de todo o petróleo negociado no mundo passa pela região, além de volumes relevantes de gás natural liquefeito.

Além disso, o Irã realizou um ataque contra instalações petrolíferas em Al Ma’ameer, onde está localizada a principal refinaria do Bahrein. A ofensiva provocou um incêndio e danos significativos à infraestrutura.

Na Ásia e na Oceania, os mercados aprofundaram as perdas registradas na semana anterior. A bolsa de Seul recuou 5,96%, enquanto a de Tóquio caiu 5,2%. Também fecharam em baixa os mercados de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington.

Na Europa, as principais bolsas operaram no vermelho, com quedas em Madri, de 2,87%; Milão, de 2,71%; Paris, de 2,59%; Frankfurt, de 2,47%; e Londres, de 1,57%.

*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer


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postado em 09/03/2026 15:03
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