VALORES E GASTOS

Quanto custa para o contribuinte manter a frota de aviões da FAB?

Entenda a estrutura de custos e os desafios de manutenção das aeronaves utilizadas pelas autoridades brasileiras e o impacto no orçamento público.

Cargueiro KC-390 Millennium, da FAB, reabastece caças em pleno voo: avião será estratégico na segurança da COP30 -  (crédito: FAB Divulgação)
Cargueiro KC-390 Millennium, da FAB, reabastece caças em pleno voo: avião será estratégico na segurança da COP30 - (crédito: FAB Divulgação)

Saber o custo exato para manter a frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição de autoridades é um desafio, uma vez que o Comando da Aeronáutica trata os valores detalhados como informação estratégica e não os divulga publicamente. No entanto, a análise da estrutura de gastos permite dimensionar a complexidade da operação, que em 2025 chegou a enfrentar restrições orçamentárias que impactaram a disponibilidade de voos.

Os gastos são divididos em três áreas principais: operação, manutenção e combustível. A FAB não divulga publicamente os custos detalhados de operação por hora de voo, tratando essas informações como estratégicas, mas a composição dessas despesas é conhecida.

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Entenda a composição dos gastos

A manutenção é um dos componentes mais caros. Aeronaves exigem revisões periódicas rigorosas e a troca de peças com vida útil controlada, muitas delas importadas e cotadas em dólar. Como exemplo concreto, um contrato para a manutenção da frota de aeronaves EMB 130/145 foi firmado por R$ 293,7 milhões por um período de três anos.

O consumo de querosene de aviação é outro fator de peso. Um jato executivo pode consumir mais de mil litros de combustível por hora de voo, representando um custo significativo em qualquer deslocamento, especialmente em voos de longa distância.

Já os custos operacionais incluem os salários da tripulação, composta por pilotos, copilotos, mecânicos e comissários altamente especializados. Também entram na conta as taxas aeroportuárias, custos de hangaragem e seguros, que são significativamente mais altos para aeronaves de uso governamental.

Quem pode usar os aviões da FAB?

A utilização das aeronaves é regulamentada pelo Decreto nº 10.267, de 5 de março de 2020. A lista de autoridades com direito ao transporte inclui o presidente e o vice-presidente da República, ministros de Estado, os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, além dos comandantes das Forças Armadas.

O Grupo de Transporte Especial (GTE), responsável por esses voos, opera uma frota de 25 aeronaves. Em 2025, foram realizados 1.286 voos para o transporte de autoridades. O transporte aéreo é justificado por questões de segurança e agilidade, mas o uso para deslocamentos que não são vistos como estritamente de trabalho frequentemente gera polêmica e pressiona por mais transparência sobre como o dinheiro público é aplicado na manutenção dessa estrutura.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

 

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postado em 20/03/2026 19:22 / atualizado em 20/03/2026 19:29
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