As instituições financeiras que integram o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) decidiram antecipar a contribuição de cinco anos no fundo, totalizando R$ 32,5 bilhões. O recolhimento será feito no dia 25 de março, segundo informações do FGC.
De acordo com nota da instituição divulgada na noite de ontem, o Conselho de Administração do FGC deliberou a antecipação de contribuições ordinárias, conforme previsto no Estatuto do Fundo, anexo I da Resolução 4.222/2013 e alterações.
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Em 4 de março, o FGC comunicou às instituições financeiras associadas via comunicado do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen). O pagamento da recomposição de caixa para o Fundo Garantidor estimada em R$ 32,5 bilhões será feito no próximo dia 25. "A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias", destacou a nota.
Antes da liquidação do Master, o patrimônio do FGC somava R$ 160 bilhões, sendo que R$ 122 bilhões correspondiam à liquidez da instituição, ou seja, aos recursos disponíveis em caixa para a execução da atividade para a qual ele foi criado em 1994.
A decisão ocorre após a contabilização de um rombo de R$ 51,8 bilhões provocado pelas instituições do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do maior escândalo financeiro da história após a liquidação do Master, em novembro de 2025, em em seguida o Will Bank e o Banco Pleno, também pertencentes ao conglomerado.
Atualização das restituições
Conforme dados do FGC, até ontem, foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias aos credores do conglomerado Master, que inclui Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank. Isso representa 94% dos R$ 40,6 bilhões que devem ser pagos aos credores pelo FGC. Segundo a instituição, aproximadamente 675 mil credores receberam os valores devidos, correspondente a 87% do total.
"O processo de pagamento aos credores pessoas físicas do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank segue pelo aplicativo do FGC. É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto à necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo", alertou a nota do FGC. As garantias do Fundo cobrem até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Em relação ao Will Bank, o FGC informou que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias. Em 13 de fevereiro, foi iniciada a antecipação do pagamento da garantia aos credores que sejam clientes diretos do Will Bank e que possuam valores a receber de até R$ 1 mil. "Sobre estes casos, em que o processo está sendo realizado pelo aplicativo do Will Bank, já foram pagos R$ 115 milhões, o que representa 65% do montante das antecipações a ser pago (valor estimado em R$ 178 milhões). Em termos de números de beneficiários, aproximadamente 935 mil credores já receberam os valores, correspondente a 15% do total de 6 milhões de pessoas que atenderam aos requisitos para receber a antecipação da garantia", informou o comunicado.
Além da antecipação dos pagamentos de garantias pelo FGC, clientes do Will Bank estão recebendo valores referentes aos depósitos em moeda eletrônica, segundo o comunicado.
O Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões. A instituição não faz parte do conglomerado Master, segundo o comunicado do FGC. Contudo, o dono do Pleno, Augusto Lima, era sócio de Vorcaro no Master.
O liquidante do Pleno, segundo o FGC, ainda vai apurar a garantia até o limite da regulamentação do Fundo, de R$ 250 mil por CPF/CNPJ para a instituição, limitando-se os pagamentos a R$ 1 milhão em um período de quatro anos. Para ter direito ao pagamento da garantia, o credor precisa fazer o cadastro por meio do aplicativo do FGC.
Alerta sobre golpes
De acordo com o FGC, há inúmeras tentativas de golpes relacionadas ao pagamento da garantia e, portanto, os credores precisam ficar atentos para não serem novas vítimas dessas fraudes.
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"O FGC e as instituições em liquidação não realizam contatos por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. Toda comunicação oficial é feita exclusivamente por meio dos canais institucionais, divulgados nos sites oficiais", informou a nota.
"Não há qualquer relação com terceiros que ofereçam intermediação, facilitação ou antecipação de valores mediante pagamento ou fornecimento de dados. Em caso de dúvida, o cliente deve procurar apenas os canais oficiais", acrescentou o comunicado.
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