
A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 4,208 bilhões em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5/3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No período, as exportações somaram US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em comparação com fevereiro de 2025. Já as importações totalizaram US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação.
A corrente de comércio, que corresponde à soma de exportações e importações, atingiu US$ 48,404 bilhões no mês, avanço de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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O vice-presidente da República e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, afirmou durante coletiva que os dados da balança comercial de fevereiro indicam um desempenho recorde das exportações brasileiras.
Segundo ele, as vendas externas cresceram em relação ao mesmo período do ano passado. “Precisamos destacar o recorde no mês de fevereiro em exportação. Cresceu 15,6% a mais a exportação comparado com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro em exportação”, disse.
No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações alcançaram US$ 50,922 bilhões, aumento de 5,8% frente ao primeiro bimestre de 2025. As importações somaram US$ 42,898 bilhões, retração de 7,3%. Com isso, o saldo comercial no período ficou positivo em US$ 8,024 bilhões, valor superior ao superavit de US$ 1,9 bilhão registrado nos dois primeiros meses do ano passado.
O desempenho das exportações em fevereiro foi influenciado pelo crescimento nos três principais setores da economia. A indústria extrativa registrou aumento de 55,5% nas vendas externas, alcançando US$ 6,6 bilhões. A indústria de transformação teve alta de 6,3%, com exportações de US$ 14,4 bilhões. A agropecuária apresentou crescimento de 6,1%, totalizando US$ 5,1 bilhões. No lado das importações, houve redução em todos os setores, com destaque para a queda de 20% nas compras ligadas à agropecuária.
Entre os produtos exportados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de óleos brutos de petróleo, que cresceram 76,5%. Também houve expansão nas exportações de carne bovina (41,8%), minério de ferro (20,9%), soja (15,5%) e ouro não monetário (71,9%).
A redução das importações foi influenciada principalmente pela queda nas compras de motores e máquinas não elétricos, com retração de 70,5%. Também diminuíram as importações de trigo e centeio (65,5%), gás natural (50,8%) e plataformas e embarcações (8,3%).
No recorte por parceiros comerciais, as exportações para a Ásia cresceram 32,89%, impulsionadas pelo aumento das vendas para a China, que avançaram 38,7%, e para a Índia, com alta de 126%. As exportações para a Europa também registraram crescimento, de 33,56%.
Por outro lado, houve redução das vendas para a América do Sul, com queda de 10,45%, influenciada pela diminuição de 26,5% nas exportações para a Argentina. As exportações para a América do Norte recuaram 9,84%, com retração de 20,3% nas vendas aos Estados Unidos.
No caso das importações, o Brasil reduziu as compras da América do Sul em 17,02%, da América do Norte em 9,69% e da Europa em 7,25%. Em sentido oposto, houve aumento de 609,6% nas importações provenientes da Coreia do Sul.
Segundo Alckmin, o desempenho do primeiro bimestre do ano também representou um feito importante. “Exportação recorde para o período, ou seja, para o bimestre janeiro e fevereiro. Cresceram 5,8% as exportações no bimestre janeiro e fevereiro”, afirmou.
Mercosul-UE
Durante a apresentação dos dados, o vice-presidente mencionou a ampliação de acordos comerciais firmados pelo Brasil. “Destacar também o acordo Mercosul-União Europeia, ontem aprovado no Senado Federal. Será agora assinado pelo presidente e 60 dias após deve entrar a vigência provisória”, declarou.
Ele acrescentou que o país tem ampliado parcerias comerciais com outros mercados, Mercosul-Singapura em 2023, Mercosul-Efta no ano passado e Mercosul-União Europeia agora.
Alckmin também citou medidas voltadas à ampliação do crédito e à proteção do mercado em situações excepcionais. “Destacar que o presidente já assinou o decreto que estabelece salvaguarda. A salvaguarda é prevista, é um capítulo do acordo Mercosul-União Europeia e dos demais acordos que agora foi regulamentado por decreto. A salvaguarda é a capacidade rápida de resposta para situações excepcionais”, disse.
*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza

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