PIRATARIA

Mercado ilegal gera prejuízo de R$ 473,2 bilhões em 2025, aponta levantamento

Estimativa do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade indica aumento de 64% nas perdas desde 2020 e impacto equivalente a 3,75% do PIB

28/04/2016. Crédito: Dênio Simões/Agência Brasília. Brasil. Brasília - DF. Polícia Civil intensifica combate a produtos piratas. Brinquedos, roupas, óculos, DVDs e até os mais diversos tipos de remédios. A lista de itens é variada e aumentou desde o início do ano passado, quando uma mudança no foco das operações fez com que apreensões como de acessórios para celular passassem de zero em 2014 para 137.408 em 2015. O trabalho da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), é extenso e coíbe vários delitos relacionados à falsificação e ao contrabando.  -  (crédito: Dênio Simões/Agência Brasília)
28/04/2016. Crédito: Dênio Simões/Agência Brasília. Brasil. Brasília - DF. Polícia Civil intensifica combate a produtos piratas. Brinquedos, roupas, óculos, DVDs e até os mais diversos tipos de remédios. A lista de itens é variada e aumentou desde o início do ano passado, quando uma mudança no foco das operações fez com que apreensões como de acessórios para celular passassem de zero em 2014 para 137.408 em 2015. O trabalho da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), é extenso e coíbe vários delitos relacionados à falsificação e ao contrabando. - (crédito: Dênio Simões/Agência Brasília)

O mercado ilegal no Brasil alcançou o maior nível já registrado em 2025, com prejuízo estimado em R$ 473,2 bilhões, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O valor considera perdas de empresas e impostos que deixaram de ser arrecadados pelo governo em razão da comercialização de produtos contrabandeados, falsificados ou pirateados.

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Do total calculado, R$ 326,3 bilhões correspondem a perdas diretas da indústria. Outros R$ 146,8 bilhões dizem respeito à evasão fiscal, relacionada a tributos que deixaram de ser recolhidos. Em 2020, o prejuízo estimado era de R$ 288 bilhões. Em cinco anos, o valor aumentou cerca de 64%, com expansão superior a R$ 180 bilhões no período.

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Segundo o levantamento, o volume movimentado por atividades ilegais representa cerca de 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Entre os setores com maiores perdas estão vestuário, com prejuízo estimado em R$ 87,3 bilhões, e bebidas alcoólicas, com cerca de R$ 83,2 bilhões. Também foram registrados impactos em segmentos como defensivos agrícolas, material esportivo, óculos, celulares, brinquedos e serviços de TV por assinatura.

Outras áreas relevantes no levantamento incluem combustíveis, com perdas próximas de R$ 29 bilhões, e higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com cerca de R$ 21 bilhões. O fórum aponta que alguns segmentos tiveram crescimento mais acentuado das perdas nos últimos anos, especialmente bebidas, cigarros, combustíveis e vestuário. Segundo a entidade, são áreas com presença de organizações criminosas e alta lucratividade devido à venda de produtos sem recolhimento de impostos.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 05/03/2026 16:51 / atualizado em 05/03/2026 16:55
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