O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou nesta terça-feira (24/3) 2.215 unidades do Minha Casa, Minha Vida em cinco municípios. As solenidades ocorreram de forma simultânea no Palácio do Planalto e nas cidades beneficiadas: Santarém (PA), Dias d’Ávila (BA), Rio Largo (AL) e São Brás (AL).
Segundo o Planalto, as moradias vão beneficiar mais de 8,8 mil pessoas. Durante a cerimônia, o petista declarou que quer entregar “o máximo de casas” que puder, apesar da saída de ministros da Esplanada a partir da semana que vem.
“Quero ver se eu consigo entregar o máximo de casas, e eu tenho vários ministros que vão ter que sair por conta da lei. Eles são obrigados até 4 de abril, porque vão ser candidatos a alguma coisa na sua cidade, no seu estado”, disse o presidente, citando o prazo final para desincompatibilização, seis meses antes do primeiro turno, em outubro.
O presidente esteve ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, no Planalto. Outras cerimônias ocorreram ao mesmo tempo nas cidades beneficiadas, comandadas pelos ministros Jader Filho (Cidades), André de Paula (Pesca), e pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
Rui Costa e Jader Filho devem deixar o cargo para disputar vagas no Senado e na Câmara dos Deputados, respectivamente.
Economia
Em sua fala, o presidente Lula destacou ainda que o Minha Casa, Minha Vida criou empregos e impulsionou o setor da construção civil, que hoje representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
Rui Costa, por sua vez, mencionou sua saída do cargo e disse que o governo terminará o ano com 3 milhões de casas contratadas durante o mandato.
“Esse programa, além de cuidar de gente, gera emprego nas cidades. Quase todos os municípios brasileiros têm, pelo menos, 20 casas, 50 casas do Minha Casa, Minha Vida”, comentou o chefe da Casa Civil.
Em Santarém, onde ocorreu a maior entrega, foram 1.408 apartamentos, com investimento federal de R$ 116,3 milhões. Em Dias d’Ávila, foram entregues 148 unidades, com aporte de R$ 21,83 milhões. Em Rio Largo, são 609 casas, com R$ 64,5 milhões de investimento. E, em São Brás, 50 unidades foram construídas com R$ 3,75 milhões em recursos federais.
