O Brasil registrou a abertura de 255.321 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (31/3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número é resultado de 2.381.767 admissões e de 2.126.446 desligamentos no período.
Do total de vagas criadas, 65,9% correspondem a vínculos considerados típicos, enquanto 34,1% são classificados como não típicos, com destaque para jornadas reduzidas e contratos de aprendizagem.
No acumulado do ano, o saldo chega a 370.339 empregos formais, elevando o estoque total de trabalhadores para 48.837.602. Em 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o país acumula a criação de 1.047.024 vagas.
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo em fevereiro. O setor de serviços liderou a geração, com 177.953 novos postos, impulsionado principalmente pelas áreas de educação e atividades administrativas. Na sequência aparecem indústria, com 32.027 vagas; construção, com 31.099; agropecuária, com 8.123; e comércio, com 6.127.
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Na distribuição regional, 24 das 27 unidades da Federação registraram crescimento no emprego formal. Em números absolutos, os maiores saldos foram observados em São Paulo (+95.896), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874). Por outro lado, Alagoas (-3.023), Rio Grande do Norte (-1.186) e Paraíba (-1.186) tiveram fechamento de vagas.
O perfil das contratações mostra maior participação de mulheres, com saldo de 155.064 vagas, frente a 100.257 para homens. Jovens de até 24 anos concentraram 63,9% dos novos empregos, somando 163.056 postos.
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.346,97 em fevereiro, o valor representa recuo de 2,3% em relação a janeiro, mas aumento de 2,75% na comparação com o mesmo mês de 2025. Trabalhadores em vínculos típicos receberam, em média, R$ 2.393,17, os não típicos, por sua vez, tiveram remuneração média de R$ 2.072,75.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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