COMBUSTÍVEIS

Governo anuncia crédito para companhias aéreas em meio à alta do querosene

Crédito às empresas integra conjunto de medidas anunciadas pelo governo para conter aumento no valor dos combustíveis

Os recursos do financiamento, pontuou Tomé Franca, virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), órgão vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos -  (crédito:  Divulgação)
Os recursos do financiamento, pontuou Tomé Franca, virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), órgão vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos - (crédito: Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na tarde desta segunda-feira (6/4), medidas para conter a elevação de preços de combustíveis em decorrência da alta do querosene de aviação por causa do conflito no Oriente Médio. 

Uma delas trata-se de uma medida provisória para lançar duas linhas de crédito às três maiores aéreas que operam no país. A primeira, segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, vai destinar R$ 2,5 bilhões por companhia, e terá o foco na reestruturação financeira da empresa. 

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A segunda linha de crédito, no valor de R$ 1 bilhão, será destinada à operação das aéreas. “Serão duas linhas de crédito. Uma vai disponibilizar R$ 2,5 bilhões por companhia aérea e outra e R$ 1 bilhão destinado à capital de giro”, afirmou Franca, em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Os recursos do financiamento, pontuou o ministro, virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), órgão vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos. Outra ação destinada à contenção do preço de passagens aéreas, acrescentou o ministro, será a isenção de alíquotas dos impostos PIS e Cofins, e a postergação das tarifas de navegação aérea relativas aos meses de abril, maio e junho.

Ainda segundo Tomé Franca, essas medidas terão o objetivo de evitar que o aumento no valor do querosene de aviação tenha impactos no valor da passagem aérea. 

Contenção do diesel e GLP

Além das ações para conter aumento de passagens aéreas, o governo anunciou medidas para evitar que os conflitos no Oriente Médio impactem o valor do diesel no Brasil.

As ações incluem a subvenção de R$ 0,80 por litro do diesel produzido no Brasil, redução de tributos sobre o biodiesel, criação de subsídio para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Para o diesel, o governo adotará duas medidas. A primeira é a subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado em cooperação com os estados, com a União pagando R$ 0,60 por litro e os estados aderentes assumindo a outra metade.

O benefício se soma ao subsídio de R$ 0,32 por litro criado em março e exige que os importadores ampliem o volume vendido e repassem o desconto aos consumidores. 

A iniciativa terá validade mínima durante abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre União e estados. Até o momento, 25 unidades da federação confirmaram participação.

A segunda medida prevê a subvenção de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, totalmente financiada pela União, com custo estimado em R$ 3 bilhões e expectativa de estimular a produção nacional.

Para o GLP importado, o subsídio será de R$ 850 por tonelada, totalizando R$ 330 milhões, com validade inicial de dois meses, prorrogáveis por mais dois.

Os anúncios foram feitos pelos ministros Dario Durigan (Fazenda), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento).

 

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postado em 06/04/2026 18:48
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