TECNOLOGIA

Brasil firma parceria com China para desenvolver inteligência artificial

Acordo prevê transferência de tecnologia, criação de infraestrutura nacional e capacitação técnica para reduzir dependência externa

O protocolo prevê ações voltadas à transferência de conhecimento e à criação de uma base tecnológica própria -  (crédito: Freepik)
O protocolo prevê ações voltadas à transferência de conhecimento e à criação de uma base tecnológica própria - (crédito: Freepik)

O governo federal formalizou, na sexta-feira (10/4), um acordo de cooperação internacional em inteligência artificial que envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a empresa chinesa iFlytek. A iniciativa tem como objetivo desenvolver tecnologias em conjunto e ampliar a capacidade nacional na área, conforme divulgado pela Serpro nesta segunda-feira (13/4).

O protocolo prevê ações voltadas à transferência de conhecimento e à criação de uma base tecnológica própria, com foco na redução da dependência de sistemas estrangeiros. A proposta inclui a implementação de uma infraestrutura nacional de inteligência artificial, com data centers e soluções de nuvem voltadas ao setor público.

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De acordo com o ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, o acordo está inserido na estratégia de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e China. “Estamos diante de uma revolução baseada em inteligência artificial, e os países que não desenvolverem capacidade própria ficarão dependentes de tecnologias externas, em um contexto em que o acesso pode ser limitado”, afirmou.

O Serpro será responsável pela execução técnica do projeto. A empresa atua como operadora da infraestrutura de dados do governo federal e possui um portfólio com mais de 300 soluções baseadas em inteligência artificial.

Segundo o presidente do órgão, Wilton Mota, a atuação da estatal conecta pesquisa, formulação de políticas públicas e prestação de serviços. “Esse acordo cria condições para avançar de forma acelerada no desenvolvimento dessas soluções, ampliar o uso da inteligência artificial nos serviços oferecidos à população e garantir que a empresa atenda à necessidade do Estado no que se refere à soberania digital no campo da IA”, disse.

*Estagiário sob a supervisão de Ronayre Nunes

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postado em 13/04/2026 16:27
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