O Balanço Geral da União (BGU) de 2025, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (17/4), mostra que o patrimônio líquido da União fechou com saldo negativo de R$ 6,780 trilhões, uma piora de R$ 869,8 bilhões em relação ao ano anterior.
O resultado patrimonial do exercício também foi negativo, em R$ 822,5 bilhões, pressionado principalmente pelas despesas com benefícios previdenciários e assistenciais e pelas variações patrimoniais diminutivas financeiras, que responderam por 55,71% das perdas no período.
Do lado dos ativos, a maior parte dos recursos está concentrada no longo prazo. Os ativos não circulantes representam 71,46% do total, somando R$ 6,303 trilhões. Dentro desse grupo, R$ 2,553 trilhões correspondem a créditos realizáveis a longo prazo, especialmente empréstimos e financiamentos concedidos pela União.
Já o passivo total cresceu mais de R$ 1 trilhão, passando de cerca de R$ 9,838 trilhões em 2024 para R$ 11,5 trilhões em 2025. O aumento está relacionado à emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiamento de déficits e à ampliação de provisões para riscos fiscais.
As provisões, obrigações da União já reconhecidas, cresceram 1,15% e encerraram o ano em R$ 3,636 trilhões. A maior parcela está concentrada na Previdência, que responde por R$ 1,580 trilhão, o equivalente a 43,47% do total. Em seguida, aparecem as obrigações relacionadas ao Sistema de Proteção Social dos Militares e pensões, que somam R$ 886,21 bilhões, ou 24,38% das provisões.
Houve também redução de quase 20% nas reservas destinadas a perdas judiciais e administrativas, mas esse movimento foi compensado pelo aumento expressivo nas provisões de repartição de créditos, que cresceram 281,77%.
*Estagiário sob a supervisão de Rafaela Gonçalves
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