MERCADO

Ibovespa inicia semana com nova queda e dólar fecha em R$ 4,89

Falta de resolução no conflito entre Estados Unidos e Irã gera temores nos mercados internacionais e é principal vetor de precificação e volatilidade

Ibovespa registrou queda de 1,19% nesta segunda-feira (11/5), chegando aos 181.908 pontos -  (crédito:  Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )
Ibovespa registrou queda de 1,19% nesta segunda-feira (11/5), chegando aos 181.908 pontos - (crédito: Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3) registrou queda de 1,19%, aos 181.908 pontos, nesta segunda-feira (11/5), em um dia marcado pelo aumento das indefinições na guerra entre Estados Unidos e Irã, que parece estar cada vez mais longe de uma resolução.

O analista Rafael Pastorello, Portfólio Manager do Banco Sofisa, explica que, no primeiro fechamento desta semana, assim como tem sido recorrente desde o início do conflito no fim de fevereiro, o cenário geopolítico internacional permanece como o principal vetor de precificação e volatilidade dos mercados.

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“A intensificação das tensões militares e o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã elevaram de forma significativa o nível de incerteza global, quadro agravado pela ausência de sinais concretos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz”, avalia.

Para o especialista, esse ambiente segue reduzindo o apetite por ativos de risco e pressionando o desempenho do Ibovespa. Além disso, na avaliação de Pastorello, o conflito no Oriente Médio adiciona ruído à leitura sobre a continuidade e o ritmo do processo de flexibilização monetária, tanto no Brasil quanto nas principais economias globais.

Dólar fecha em queda nesta segunda-feira

No mercado cambial, o dólar comercial fechou em baixa de 0,06%, após um dia de muita volatilidade, sendo cotado a R$ 4,89. Apesar da leve queda, o Portfólio Manager do Banco Sofisa lembra que a moeda brasileira continua se fortalecendo frente ao dólar e já acumula apreciação superior a 10% no ano.

“O movimento é sustentado por fundamentos sólidos, como o fluxo estrangeiro favorecido pelo diferencial de juros doméstico e o desempenho consistente das exportações de commodities, especialmente petróleo, que seguem apoiando a entrada de divisas no país”, completa Pastorello.

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postado em 11/05/2026 18:59
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