SUMMIT

Falsificação de medicamentos deixa paciente vulnerável, diz Erika Diago

Diretora de Assuntos Regulatórios da Johnson & Johnson aponta impacto direto em tratamentos e defende rastreabilidade e proteção patentária

A falsificação de medicamentos tem impacto direto na saúde dos pacientes e no funcionamento do sistema público e privado, reforçou Erika Diago Rufino, diretora de Assuntos Regulatórios da Johnson & Johnson Innovative Medicine, durante o Summit Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a Interfarma.

“A falsificação é crime, crime hediondo, de acordo com o artigo 27 do Código Penal, e deve ser combatida tanto criminalmente quanto sanitariamente. O impactado é sempre o paciente, que fica vulnerável quando busca um tratamento”, afirmou. Segundo ela, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que grande parte das falsificações envolve medicamentos de alto custo, utilizados no tratamento de câncer e doenças raras.

A especialista também destacou que o problema atinge tanto o sistema público quanto o privado. Nesse contexto, ela apontou a rastreabilidade como um dos principais desafios. “Outros setores já possuem sistemas de rastreio, mas os medicamentos ainda não conseguem ser acompanhados em toda a cadeia”, afirmou. Para Erika, ampliar esse controle é essencial para reduzir a circulação de produtos falsificados.

Outro ponto abordado foi o impacto da propriedade intelectual no desenvolvimento de novos tratamentos. “Sete em cada dez medicamentos para doenças raras são desenvolvidos graças à proteção patentária. Em média, são necessários US$ 2,6 bilhões em investimentos para que uma seja comercializada”, explicou.

*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer

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