O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre a avaliação negativa do Pix nos Estados Unidos e em outros países. Ele disse que o sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central e lançado em 2020 ainda é muito “mal compreendido” por empresas estrangeiras que, como ele destacou, “perderam a posição de intermediário entre operações de empresas e pessoas no Brasil”.
“O Pix é gratuito, é simples, é intuitivo, caiu nas graças da população, e não é um produto, propriamente dito. O Pix é uma infraestrutura soberana do Brasil”, disse Durigan, em entrevista à Globonews, na noite desta sexta-feira (29/5).
Durigan disse que outros países têm procurado o Brasil para entender como funciona o Pix e que, por conta disso, é preciso “proteger” esse meio de pagamento instantâneo. Ele também rebateu o argumento de que esse sistema seja um produto para concorrer com as empresas norte-americanas. Apesar disso, ele reconheceu que pode haver um “mal-entendido” sobre o uso desse sistema por grupos criminosos.
“O que pode acontecer é que (...) uma medida que venha de uma corte norte-americana, que constranja bancos que atuam no Brasil e que recebam pagamento com Pix, passem a ter punições pelo mero fato de estarem dentro dessa infraestrutura, que é uma infraestrutura soberana nacional, o que é um absurdo”, defendeu.
O ministro ainda alfinetou o clã Bolsonaro, que esteve com o presidente Donald Trump em uma reunião privada na Casa Branca na última terça-feira (29/5) na figura dos irmãos Flávio, senador e pré-candidato à presidência da República, e Eduardo, ex-deputado federal. Segundo ele, os dois estariam contribuindo para rebaixar a imagem do Pix no exterior.
“Mais uma vez, a gente vê que essa família (Bolsonaro) que vai aos Estados Unidos procurando medidas eleitorais, pode de novo causar muito prejuízo, muito constrangimento, inclusive ao Pix”, disse Durigan.
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