A tarifa média do gás natural no Brasil registrou uma valorização acima do normal nos primeiros três meses de 2026, sobretudo a partir de março, com o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, que ainda provoca restrição no fornecimento global. Somente no primeiro trimestre, a alta foi de 17,2% em relação ao período anterior, e de 9% se comparado ao início de 2025. Diante disso, o preço médio do gás avançou de R$ 2,68/m³ para R$ 3,14/m³.
Os dados foram levantados pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e publicados nesta quinta-feira (28/5), em nova edição do Boletim de Gás Natural.
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De acordo com a pesquisa, o resultado do primeiro trimestre representou o fim de um ritmo gradual de queda na tarifa média do gás observado no ano anterior, quando o preço passou de R$ 2,88/m³ no primeiro trimestre de 2025 para R$ 2,68/m³ no último trimestre.
A pesquisa também lembra que no final do primeiro trimestre o preço médio do barril de petróleo Brent, considerado o principal indexador do gás natural no Brasil, subiu 26% em relação ao final de 2025. Nesse período, o preço médio passou de US$ 63,63/barril para US$ 80,21/barril.
Segundo o Ineep, a produção média de gás natural no país atingiu 198,30 milhões de m³ por dia (MMm³/dia) no primeiro trimestre, ante a 161,68 MMm³/dia registrados no mesmo período de 2025, o que representa um crescimento de 22,6%. Além disso, o resultado também supera o desempenho do último trimestre de 2025, quando a produção havia alcançado 190,56 MMm³/dia.
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