
O Instituto Acende Brasil manifestou preocupação com os impactos do bloqueio de aproximadamente 18% dos recursos destinados às agências reguladoras federais. Em nota, a entidade afirmou que a medida pode comprometer a qualidade da regulação e a segurança dos investimentos no país.
“As agências reguladoras desempenham papel essencial para o adequado funcionamento dos setores de infraestrutura, sendo responsáveis pela fiscalização de contratos, pela supervisão da prestação dos serviços públicos e pela preservação da estabilidade regulatória necessária à realização de investimentos de longo prazo”, diz o instituto.
A entidade ressalta que a experiência brasileira e internacional indica que a qualidade da regulação depende não apenas da autonomia das agências, mas também da disponibilidade de recursos compatíveis com suas atribuições.
“Limitações orçamentárias recorrentes reduzem a capacidade de fiscalização, atrasam processos regulatórios, comprometem a modernização tecnológica e enfraquecem mecanismos de acompanhamento de concessões e autorizações”, afirma.
O instituto destaca ainda que o cenário é especialmente sensível diante da necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura. “Investidores nacionais e estrangeiros dependem de instituições regulatórias fortes, técnicas e previsíveis para tomar decisões de alocação de capital em projetos de longo prazo”, aponta.
Funcionamento das agências deve ser prioridade
Segundo a nota, a redução da capacidade operacional das agências pode gerar efeitos negativos para a economia. “Pode gerar custos significativos para a sociedade, elevando riscos regulatórios, reduzindo a segurança jurídica e comprometendo a eficiência dos processos de supervisão e controle”, diz o texto.
O Instituto Acende Brasil afirma reconhecer a importância do equilíbrio fiscal, mas defende que a manutenção da capacidade institucional das agências deve ser tratada como prioridade estratégica do Estado.
“O fortalecimento das agências reguladoras constitui condição indispensável para que o Brasil avance em sua agenda de infraestrutura, competitividade e crescimento sustentável”, conclui.

Economia
Economia
Economia
Economia
Economia
Economia