Brasil-EUA

"Pix virou o nosso símbolo maior de soberania financeira", diz Durigan

Ministro da Fazenda confirmou que terá uma reunião virtual com representante do Comércio dos EUA para tratar das intervenções do pais estrangeiro na economia brasileira; segundo ele, Pix está fora de pauta

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Durigan: "Nós não deveríamos ter uma espécie de punição geral ao país" - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (9/6) que o governo brasileiro acompanha com preocupação as ameaças de sanções comerciais dos Estados Unidos envolvendo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central.

Ele classificou a ferramenta como um símbolo da soberania financeira nacional e defendeu que eventuais disputas comerciais não resultem em punições amplas ao país.“A nossa preocupação com Pix é porque o Pix virou o nosso símbolo maior de soberania financeira”, afirmou ao Uol.

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As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos após a abertura de investigações comerciais e tarifas por parte do governo norte-americano. Segundo Durigan, medidas que afetem a percepção internacional sobre a economia brasileira podem gerar impactos negativos sobre investimentos e avaliações de risco do país.

“Nós não deveríamos ter uma espécie de punição geral ao país. O que a gente deveria afastar são grandes ameaças ao país como um todo, dizer que o Pix no Brasil pode estar afetado com isso prejudica a avaliação da agência de risco e o grau de investimento do Brasil”, declarou.

Para avançar na resolução do impasse, Durigan confirmou que uma reunião bilateral deve ocorrer de forma virtual nos próximos dias. O encontro tratará especificamente da questão das tarifas, e contará com a presença de seu colega de governo, o ministro Márcio Elias Rosa, e do representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo ele, o Pix está fora de pauta.

Durigan afirmou, ainda, que acompanhará as discussões e ressaltou que a conversa diplomática não pode ser precipitada, exigindo a apresentação de diagnósticos claros sobre os reais impactos econômicos de eventuais retaliações.

O ministro enfatizou o que o Brasil está disposto a colocar na mesa de negociações, limitando o diálogo a demandas setoriais, como no agronegócio, na indústria aeronáutica e em setores de serviços, infraestrutura, telecomunicações e tecnologia de nuvem. "Esse debate setorial cabe porque é o debate civilizado que se faz entre países que têm demandas pontuais em relação ao outro", explicou.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 09/06/2026 15:40 / atualizado em 09/06/2026 15:44
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