Produção industrial

Faturamento da indústria cresce em abril, mas ainda está menor em 2026

Dados da CNI apontam uma queda no índice acumulado dos quatro primeiros meses do ano, em relação a 2025

Já o emprego industrial recuou 0,2% em abril, o que representa a sexta queda desse indicador nos últimos oito mes -  (crédito:  Iano Andrade / CNI)
Já o emprego industrial recuou 0,2% em abril, o que representa a sexta queda desse indicador nos últimos oito mes - (crédito: Iano Andrade / CNI)

Em recuperação após um ano de queda, o faturamento da indústria cresceu em abril na comparação com o mês anterior. Dados publicados nesta quarta-feira (10/6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que houve um avanço de 0,5% nesse período. Além da melhora mês a mês, o mesmo levantamento mostra que o índice registrou um aumento de 3,4% ante abril de 2025.

Apesar do resultado positivo no mês, ainda há uma queda de 2,5% no acumulado de janeiro a abril de 2026, se comparado ao faturamento do setor no mesmo período do ano anterior. Segundo a entidade, os quatro primeiros meses deste ano mostram uma indústria mais fraca que ocorre por uma falta de impulso da atividade industrial, apesar da recuperação gradual.

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De acordo com a pesquisa, o número de horas trabalhadas registrou queda de 1,3% em abril de 2026, ante o mês anterior. A queda interrompe uma sequência de três avanços consecutivos registrados no primeiro trimestre. Na comparação com abril de 2025, as horas trabalhadas na produção recuaram 0,7%.

Já o emprego industrial recuou 0,2% em abril, o que representa a sexta queda desse indicador nos últimos oito meses. Em relação ao mesmo mês de 2025, houve queda de 1,1%, enquanto que no quadrimestre o emprego registrou queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, os principais fatores que explicam o ímpeto mais fraco da indústria de transformação no começo de 2026 decorrem do patamar elevado das taxas de juros, que atualmente é de 14,5% ao ano. “A isso, soma-se a demanda interna enfraquecida e a forte entrada de produtos importados, que segue capturando boa parte do mercado consumidor doméstico”, avalia.


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postado em 10/06/2026 17:01 / atualizado em 10/06/2026 17:04
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