Mercado financeiro

Focus: mercado eleva projeções para inflação e juros

Estimativa para o IPCA sobe pela 15ª semana consecutiva e permanece acima do teto da meta do Banco Central

O analistas do Focus também elevaram a previsão para a taxa Selic ao fim de 2026, passando de 13,75% para 14% ao ano -
O analistas do Focus também elevaram a previsão para a taxa Selic ao fim de 2026, passando de 13,75% para 14% ao ano -

O mercado financeiro voltou a elevar as projeções para a inflação e para a taxa básica de juros no Brasil. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,30% para 5,33% em 2026, segundo expectativa do Boletim Focus desta segunda-feira (22/6).

A projeção permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%. Esta é a 15ª semana consecutiva de revisão para cima nas expectativas do mercado.

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A pressão inflacionária continua concentrada principalmente nos preços dos alimentos e dos combustíveis, fatores que vêm dificultando o processo de desaceleração dos preços ao consumidor ao longo do ano.

Diante desse cenário, os analistas do Focus também elevaram a previsão para a taxa Selic ao fim de 2026. A expectativa passou de 13,75% para 14% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25%, patamar considerado elevado e que encarece o crédito para famílias e empresas.

As incertezas no cenário internacional diante da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais têm contribuído para um ambiente de maior cautela, reduzindo as perspectivas de cortes mais acelerados nos juros pelo Banco Central.

Por outro lado, a projeção para o crescimento da economia brasileira apresentou melhora. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,96% para 1,98% em 2026, indicando que o mercado ainda prevê expansão da atividade econômica, embora em ritmo moderado.

No mercado cambial, a estimativa para o dólar ao final do ano foi mantida em R$ 5,20. A projeção reflete a expectativa de estabilidade relativa da moeda norte-americana frente ao real, apesar das incertezas fiscais e do cenário externo ainda marcado por volatilidade.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

 

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postado em 22/06/2026 14:23
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