Conjuntura

IGP-M cai 0,50% em junho com recuo nos preços de combustíveis, café e commodities

Índice reverte alta de maio e queda nas matérias-primas; desaceleração dos preços ao consumidor contribuíram para o resultado

No segmento agrícola, porém, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano -  (crédito: Wenderson Araujo/Trilux)
No segmento agrícola, porém, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano - (crédito: Wenderson Araujo/Trilux)

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,50% em junho, revertendo a alta de 0,84% registrada em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29/6) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,27% no ano e de 3,16% nos últimos 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parte da composição do IGP-M, registrou queda de 0,97% em junho, após alta de 0,91% no mês anterior. O maior impacto veio das matérias-primas brutas, que passaram de uma alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho. Os bens finais também desaceleraram, de 1,10% para 0,23%, enquanto os bens intermediários passaram de alta de 1,43% para 0,45%.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,47% em junho, abaixo dos 0,61% registrados em maio. Cinco das oito classes de despesas apresentaram desaceleração, com destaque para Habitação, Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Vestuário. As únicas acelerações foram observadas nos grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou de 0,77% para 0,85% em junho. O avanço foi impulsionado principalmente pelo grupo Mão de Obra, cuja taxa passou de 0,43% para 0,91%. Em contrapartida, os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços registraram desaceleração no período.

De acordo com o economista do Ibre/FGV, Matheus Dias, o principal fator para a queda foi o recuo dos preços das commodities energéticas e minerais, que retornaram aos níveis observados antes da guerra no Estreito de Ormuz.

“No segmento agrícola, apesar das expectativas de um El Niño intenso e dos choques em insumos produtivos decorrentes da guerra, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano, o que se reflete na queda dos preços de cana-de-açúcar e café (em grãos). Parte dessa redução nos preços ao produtor tem sido repassada aos preços ao consumidor, com destaque para as quedas em gasolina, etanol e café em pó”, afirma.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 29/06/2026 11:49 / atualizado em 29/06/2026 11:50
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