O vice-presidente do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), Celso Camilo Junior, afirmou nesta quarta-feira (17/6) que a expansão da inteligência artificial (IA) representa uma nova etapa da evolução tecnológica, voltada para ampliar as capacidades cognitivas humanas.
Segundo ele, assim como outras invenções ao longo da história, a IA surge para atender demandas e superar limitações, agora relacionadas à memória, à análise de dados e à precisão.
A fala ocorreu durante participação no 7º Brasília Summit – Inteligência Artificial e o Impacto na Gestão Pública, promovido pelo Correio Braziliense e pelo Lide.
Durante sua análise, o pesquisador destacou que a humanidade sempre criou ferramentas para solucionar necessidades, e que esse processo impulsiona sucessivas transformações sociais.
"O humano é definido pela ausência, não pela presença", afirmou. Para ele, os avanços atuais são resultado das demandas da própria sociedade, e seguem uma trajetória semelhante à de outras revoluções tecnológicas.
Pesquisadores estudam IA há décadas
Celso Camilo Júnior também ressaltou que os estudos sobre agentes inteligentes não são recentes e lembrou que desenvolveu, em 2003, uma dissertação de mestrado sobre sistemas multiagentes de negociação automatizada. Na avaliação dele, muitos conceitos que hoje ganham destaque já vinham sendo pesquisados há décadas.
Ao tratar do cenário brasileiro, o especialista defende maior protagonismo nacional na área tecnológica e criticou a dependência em relação às inovações desenvolvidas em outros países.
"Inovação não pede licença, inovação pede desculpa", declarou. Ele destacou ainda que Goiás abriga o maior centro de inteligência artificial da América Latina, que reúne mais de 1.200 talentos atuando em projetos voltados ao desenvolvimento de soluções para o Brasil.
*Estagiária sob supervisão de Victor Correia
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