A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (26/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o menor para o mês desde o início da série histórica.
Ao todo, a população desocupada somou 6,1 milhões de pessoas. Em contrapartida, a população ocupada alcançou 102,7 milhões, avanço de 0,5% em relação ao trimestre anterior.
Na avaliação do analista da pesquisa, William Kratochwill, apesar da estabilidade observada no trimestre, o resultado reforça que o mercado de trabalho segue aquecido. “A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica.
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No setor privado, o contingente de empregados com carteira assinada permaneceu estável em 39,3 milhões de pessoas. Também não houve variação significativa no número de trabalhadores sem carteira assinada nem entre os trabalhadores por conta própria, categoria que reúne 26 milhões de pessoas.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores informais. O índice recuou levemente em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando era de 37,5%.
A taxa de subutilização da força de trabalho, indicador econômico que mede o desperdício ou a ociosidade da mão de obra do país, ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, com queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado é o menor da série histórica.
Rendimento
Os rendimentos também seguiram em trajetória positiva. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, mantendo-se estável em relação ao período anterior e acumulando alta de 4,0% na comparação anual.
Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos de todos os trabalhadores, permaneceu estável frente ao trimestre anterior e atingiu R$ 377,7 bilhões, crescimento de 4,8% em um ano — um acréscimo de R$ 17,3 bilhões.
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