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Alimentos aliviam inflação em junho; confira os destaques

Café, frutas e carnes ficaram mais baratos e ajudaram a conter o IPCA, enquanto feijão-carioca e batata-inglesa registraram alta no mês

Alimentos consumidos no domicílio, que respondem pela maior parcela das despesas das famílias, recuaram 0,39% em junho -  (crédito: wikimedia commons/	Laoficina24)
Alimentos consumidos no domicílio, que respondem pela maior parcela das despesas das famílias, recuaram 0,39% em junho - (crédito: wikimedia commons/ Laoficina24)

A inflação dos alimentos perdeu força em junho e ajudou a conter o avanço do custo de vida no país. Depois de meses pressionando o orçamento das famílias, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de 0,24% no mês e exerceu o maior impacto negativo sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O recuo foi puxado principalmente pelo barateamento de itens como café moído, frutas e carnes, embora alguns produtos essenciais, como feijão-carioca e batata-inglesa, tenham seguido em trajetória de alta.

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Os alimentos consumidos no domicílio, que respondem pela maior parcela das despesas das famílias, recuaram 0,39% em junho, revertendo parte da pressão observada em maio, quando haviam subido 1,65%. 

Entre os produtos que mais contribuíram para aliviar a inflação estão o café moído, com queda de 3,72%; as frutas, que ficaram 1,58% mais baratas; e as carnes, cujos preços recuaram 0,64%.

Apesar do alívio, nem todos os alimentos acompanharam esse movimento. O feijão-carioca registrou alta de 8,31% no mês, enquanto a batata-inglesa ficou 3,57% mais cara, refletindo problemas de oferta e oscilações na produção agrícola.

Clima 

Segundo especialistas, a volatilidade dos preços dos alimentos continua sendo influenciada por fatores climáticos, que afetam o ritmo das colheitas e reduzem a oferta de determinados produtos em momentos estratégicos da safra. 

Hortaliças e tubérculos, por exemplo, costumam responder rapidamente a eventos como excesso de chuvas, estiagens e variações bruscas de temperatura, o que contribui para oscilações frequentes nos preços.

Fora de casa, a alimentação também perdeu ritmo de alta. O segmento avançou 0,15% em junho, abaixo dos 0,49% registrados em maio, indicando uma desaceleração dos reajustes praticados por bares, restaurantes e lanchonetes.

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postado em 10/07/2026 11:35 / atualizado em 10/07/2026 11:35
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