Relações Exteriores

Veja quais são os produtos brasileiros mais atingidos pelo tarifaço dos EUA

Sobretaxa de 25% recai sobre bens manufaturados como etanol, calçados, móveis e autopeças; café em grão, carnes e petróleo ficaram de fora

Indústria de transformação deve concentrar a maior parte da pressão, especialmente nos segmentos de etanol, máquinas agrícolas e calçados -  (crédito:  Divulgação)
Indústria de transformação deve concentrar a maior parte da pressão, especialmente nos segmentos de etanol, máquinas agrícolas e calçados - (crédito: Divulgação)

O tarifaço de 25% imposto pelo governo do presidente Donald Trump incidirá sobre praticamente todas as exportações brasileiras destinadas ao mercado dos Estados Unidos. A medida, no entanto, prevê uma ampla lista de exceções que preserva mais de mil códigos tarifários considerados estratégicos para a economia norte-americana.

Entre os produtos que permanecerão sujeitos à tarifa adicional estão bens manufaturados de maior valor agregado, como café torrado e solúvel, suco de laranja industrializado, etanol, calçados, móveis, têxteis e confecções, autopeças, máquinas e equipamentos, além de diversos produtos químicos. 

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Esses setores concentram parte importante das exportações brasileiras para os Estados Unidos e tendem a ser os mais afetados pela perda de competitividade decorrente do aumento de custos para importadores americanos.

Por outro lado, a lista de exceções contempla uma série de produtos considerados essenciais para as cadeias produtivas dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. 

Permanecem isentos da nova tarifa itens como café verde (em grão), carnes bovinas, petróleo bruto e derivados, gás natural, celulose, minerais críticos — entre eles níquel, estanho e manganês —, produtos farmacêuticos, aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos, além de semicondutores. 

O documento também exclui da nova tarifa produtos de aço, alumínio e cobre, que continuam sujeitos aos regimes tarifários específicos já aplicados pelos Estados Unidos. 

Segundo a decisão da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), a exclusão desses produtos busca evitar desabastecimento, minimizar impactos sobre a indústria norte-americana e preservar cadeias de suprimentos consideradas estratégicas. 

O governo Trump argumenta que a lista foi ajustada após consulta pública para retirar da incidência da tarifa matérias-primas sem oferta suficiente nos EUA, produtos cuja taxação poderia provocar distorções econômicas e itens cuja sobretaxa teria efeito limitado para alcançar os objetivos da investigação comercial contra o Brasil.

 

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postado em 16/07/2026 11:30 / atualizado em 16/07/2026 11:34
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