
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou nesta quarta-feira (27/7) como uma "tarifação injusta e descabida" as medidas impostas contra produtos brasileiros. Ele afirmou também que o governo federal agiu rapidamente para reduzir os impactos sobre a economia nacional.
Durante a apresentação da nova etapa do Plano Brasil Soberano, no Palácio do Planalto, Alckmin destacou que o cenário internacional, marcado por guerras e conflitos regionais, exige ações do Estado para proteger empresas e empregos.
Segundo o vice, uma das primeiras respostas do governo foi a criação do Brasil Soberano I, voltado à concessão de crédito para empresas prejudicadas pela perda de mercados externos. “Foi feito o Brasil Soberano I, crédito para as empresas que perderam o mercado, para as empresas afetadas, para garantir o emprego, para elas se recuperarem e conquistarem novos mercados”, afirmou.
Ao comentar as tarifas aplicadas ao Brasil, Alckmin disse que o Estado tem papel fundamental em momentos de crise. “Uma das razões do Estado é exatamente agir em momentos de maior dificuldade”, declarou.
Apesar do cenário adverso, Alckmin ressaltou que o país conseguiu ampliar sua presença no comércio internacional por meio da diversificação de mercados e da celebração de novos acordos comerciais. Ele lembrou que o Brasil registrou exportações recordes de US$ 349 bilhões no ano passado e alcançou um novo recorde no primeiro semestre deste ano, com vendas externas de US$ 184,8 bilhões entre janeiro e junho.
Acordos firmados
O vice-presidente também citou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) e a União Europeia. Segundo ele, o entendimento com o bloco europeu já tem produzido resultados concretos. “Só Mercosul-União Europeia, nos últimos 60 dias do acordo, já aumentou em 2 bilhões de dólares a exportação brasileira para os países da União Europeia”, disse.
Na nova etapa do programa, o governo pretende ampliar os mecanismos de apoio às empresas estratégicas e às micro e pequenas empresas. Além das linhas de crédito, o Brasil Soberano III prevê a oferta de seguro-garantia para pequenos negócios exportadores.
Alckmin também destacou o programa Acredita Exportação, que prevê a devolução de parte dos resíduos tributários para micro e pequenas empresas que exportam. “A micro e pequena empresa que exportar deposita 3% do valor na conta dela para compensar o resíduo tributário”, explicou.
Ao encerrar o discurso, o vice-presidente afirmou que o fortalecimento das exportações e do setor produtivo é um elemento central para a soberania nacional. “O Brasil Soberano III é um grande instrumento para a gente fortalecer a economia. Economia forte, soberania forte”, concluiu.

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