Contas públicas

Durigan diz que ajuste fiscal é a "última milha" para reduzir juros

Ministro afirma que governo enviará Orçamento de 2027 com meta de superavit de 0,5% e defende controle das contas públicas para fortalecer a economia

Durigan:
Durigan: "O fiscal é a pedra de toque para que a gente deixe um país forte" - (crédito: Rogério Cassimiro/MMA)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24/7) que o fortalecimento das contas públicas é o principal desafio da política econômica e a etapa decisiva para consolidar o crescimento do país. 

Durante participação na Expert XP, em São Paulo, ele defendeu que o equilíbrio fiscal será determinante para reduzir os juros, conter o endividamento e ampliar a capacidade de investimento do Estado em um cenário internacional marcado por incertezas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Segundo o ministro, a equipe econômica já avançou em diferentes frentes, mas ainda precisa concluir o que chamou de "última milha" do ajuste fiscal. "O fiscal é a pedra de toque para que a gente deixe um país forte, mais robusto, em um momento em que o mundo nos promete incertezas. Cuidar das contas públicas é cuidar das pessoas", afirmou.

Durigan ressaltou que a consolidação fiscal é essencial para tornar o Brasil um ambiente mais seguro diante das turbulências globais. Para ele, a melhora das contas públicas permitirá a redução dos juros e fortalecerá políticas públicas voltadas à população.

"Se desigualdade é uma coisa que incomoda, se é a renda baixa que incomoda, se tarifa absurda ao Brasil que incomoda, o fiscal é a pedra de toque para que a gente deixe o país forte, mais robusto. Tenho, junto com o presidente Lula, o compromisso de fortalecer o país, em especial as contas públicas, para que a gente tenha juros mais baixos e fortaleça as políticas públicas que mais impactam a vida concreta das pessoas."

Ao defender os resultados da política econômica, o ministro citou a redução da desigualdade, a inflação sob controle, a criação de cerca de 5 milhões de empregos e o desempenho recorde das exportações brasileiras como avanços obtidos pela atual gestão.

Durigan também comentou que o governo encaminhará até 31 de agosto a proposta orçamentária de 2027 com previsão de superavit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o planejamento fiscal preservará os programas sociais e garantirá que todas as despesas estejam contempladas no Orçamento.

"Esse orçamento não vai deixar de prever programa social. Não vamos aumentar programas sociais sem previsão orçamentária. Eu não vou tirar dinheiro do governador e não prever esse dinheiro no ano que vem", afirmou.

Pautas-bomba

O ministro ainda destacou que o governo tem atuado para impedir a aprovação de propostas com elevado impacto sobre as contas públicas no Congresso Nacional. De acordo com ele, dos 25 projetos identificados pela equipe econômica como potenciais "pautas-bomba", apenas um foi aprovado. "Nós tivemos um projeto aprovado que é problemático dentre 25 que foram mapeados como pauta-bomba. Então não tem pauta-bomba prevista para frente", declarou o chefe da Fazenda.

Durigan acrescentou que, após as eleições, o governo pretende avançar em medidas para conter o crescimento das despesas obrigatórias. Segundo ele, o objetivo é ampliar o espaço para gastos discricionários no Orçamento, permitindo a realização de investimentos considerados estratégicos, sem comprometer o equilíbrio fiscal.

  • Google Discover Icon
postado em 24/07/2026 12:31 / atualizado em 24/07/2026 12:33
x