
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) recuou 0,4 ponto no último mês de julho e chegou a 88,3 pontos — o que representa uma queda de 0,3 ponto, para 88,6 pontos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27/7).
A avaliação feita pela economista responsável pela pesquisa, Anna Carolina Gouveia, é de que a confiança desse público foi impactada pela piora da percepção sobre o momento presente, principalmente com relação ao orçamento financeiro das famílias.
“Entre as faixas de renda, os consumidores de menor renda tiveram maior participação na queda do indicador agregado. Até o mês passado, a piora gradual da confiança era impulsionada pela deterioração das expectativas futuras, enquanto a percepção sobre o presente seguia em melhora”, avalia Gouveia.
De acordo com a economista, mesmo que ainda possa refletir uma “calibragem” dos resultados anteriores, a mudança de tom observada em julho pode sinalizar que o pessimismo em relação ao futuro começa a influenciar a avaliação atual dos consumidores, sobretudo em relação à situação financeira.
“O alto endividamento e inadimplência das famílias, junto a um contexto de juros fortemente restritivo, segue sendo o principal ponto de pressão do orçamento do consumidor, influenciando sua percepção sobre a economia”, completa a economista do FGV/Ibre.
Um dos componentes do ICC, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos em julho, para 84,4 pontos, evidenciando a insatisfação dos consumidores com o momento presente. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,1 ponto, para 91,5 pontos, após dois meses em queda.

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