
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, desacelerou para 0,06% em julho, após registrar 0,41% em junho. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (29/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reflete, principalmente, a queda nos preços dos alimentos.
Dos nove grupos pesquisados, quatro apresentaram recuo nos preços. Alimentação e bebidas registrou a maior queda, de 0,66%, e exerceu o principal impacto de baixa sobre o índice.
No grupo, a alimentação no domicílio recuou 1,14%, puxada pelas quedas nos preços do tomate, que caiu 19,95%, da batata-inglesa, com recuo de 10,03%, e do café moído, que ficou 3,13% mais barato. Em sentido contrário, os principais aumentos foram observados na cebola, com alta de 7,10%, e no pão francês, que subiu 0,65%.
Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A refeição passou de 0,39% para 0,66%, enquanto o lanche desacelerou de 0,45% para 0,30%.
Na outra ponta, o grupo habitação registrou a maior alta entre os nove pesquisados, com avanço de 0,97%, respondendo também pelo maior impacto positivo no índice. A energia elétrica residencial subiu 3,03% e foi o principal impacto individual do IPCA-15 em julho.
O resultado reflete a vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, além da incorporação dos reajustes tarifários em quatro capitais.
Variação dos grupos em julho
-
Alimentação e bebidas: -0,66%
-
Habitação: 0,97%
-
Artigos de residência: 0,19%
-
Vestuário: -0,33%
-
Transportes: 0,11%
-
Saúde e cuidados pessoais: 0,28%
-
Despesas pessoais: 0,08%
-
Educação: -0,04%
-
Comunicação: -0,02%
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,51%. Em 12 meses, o índice desacelerou para 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados até junho. Em julho de 2025, a prévia da inflação havia sido de 0,33%.

Economia
Economia
Economia
Economia
Economia
Economia