A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (1º/7) que atingiu a marca de R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário, resultado inédito no sistema financeiro da habitação. O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou que a instituição financia diariamente o sonho da casa própria para milhares de brasileiros.
“A Caixa viabiliza a realização do sonho da casa própria para 3 mil brasileiros todos os dias. Sabemos que isso só é possível pela absoluta dedicação de nossos colegas nas agências e por toda a estrutura que possuímos”, discursou durante a cerimônia de comemoração.
Vieira também destacou a atuação do governo federal nas políticas habitacionais e a importância do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento da moradia no país.
“É fundamental ressaltar também a defesa obstinada que o Ministério do Trabalho tem feito pelo uso adequado do FGTS. Desde 1966, o fundo tem o propósito essencial de funcionar como uma poupança para a família e para o trabalhador brasileiro, viabilizando o acesso à moradia antes mesmo do período de aposentadoria”, disse.
Segundo o presidente da Caixa, a marca de R$ 1 trilhão vai além dos números financeiros e representa o impacto direto da habitação na vida da população. “É reconhecer que, por trás de cada contrato, há uma família buscando segurança, dignidade e esperança. Uma casa não é apenas um patrimônio; é onde nascem os sonhos, onde as crianças crescem, onde os idosos encontram proteção e as famílias constroem o seu futuro”, enfatizou.
O executivo lembrou, ainda, que, hoje, 85% da população mora nas cidades. Contudo, segundo ele, esse crescimento urbano não foi planejado, o que aumentou o deficit habitacional, expandiu os assentamentos precários e tornou a infraestrutura um dos principais desafios do país.
Durante o evento, Vieira também frisou a importância da Constituição de 1988 e do Ministério das Cidades para a formulação de políticas públicas voltadas à habitação.
“Foi nesse contexto que a Constituição de 1988 inaugurou uma nova etapa, reconhecendo a moradia como base da dignidade humana e fortalecendo o papel do Estado na promoção da justiça social”, declarou.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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