
O Ibovespa opera em forte queda nesta terça-feira (11/8), pressionado pela repercussão dos dados de inflação de julho e pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).
Por volta das 14h, horário de Brasília, o principal índice da B3 recuava 2,26%, aos 168.280,89 pontos, na mínima do dia. No mercado de câmbio, o dólar avançava 1,16%, cotado a R$ 5,1701 na venda.
Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pela manhã, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, após alta de 0,16% em junho. Em 12 meses, a inflação acumulada ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.
Além dos números de inflação, investidores avaliam as sinalizações do Copom sobre os próximos passos da política monetária. Na ata da reunião de agosto, divulgada nesta terça-feira, o Banco Central destacou o aumento da incerteza no cenário econômico, a desancoragem das expectativas de inflação e os riscos elevados em torno do cenário-base.
Diante desse quadro, o colegiado reforçou a necessidade de “serenidade e cautela” na condução da política monetária, mantendo em aberto os próximos movimentos da taxa básica de juros.
Quadro futuro
Para a economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, ainda não há elementos suficientes para antecipar a próxima decisão do Copom.
“Não acreditamos ainda em um quadro claro sobre o próximo movimento do Copom”, afirmou. “Apesar do reconhecimento de que a atividade econômica mostra claros sinais de desaceleração. Os próximos dados de preço e do ritmo da economia serão determinantes para consolidar ou não um novo corte da Selic", avaliou ainda.

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