Relações exteriores

EUA incluem Brasil em lista de risco para desvio de produtos chineses

País foi colocado no nível 2 de uma rede de transbordo, ao lado de Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã

Relatório do governo Trump cita Brasil e Turquia como plataformas regionais de produção e logística  -  (crédito: BBC Geral)
Relatório do governo Trump cita Brasil e Turquia como plataformas regionais de produção e logística - (crédito: BBC Geral)

O governo de Donald Trump incluiu o Brasil em uma lista de mais de 40 países considerados de maior risco para o transshipment de produtos ligados à China. A prática consiste em enviar mercadorias chinesas para um terceiro país antes de exportá-las aos Estados Unidos, com o objetivo de driblar tarifas ou outras restrições comerciais.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (13/8), a Casa Branca classificou o Brasil no nível 2, que reúne países com forte integração, segundo o governo americano, a cadeias produtivas, plataformas industriais e rotas logísticas ligadas à China.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Além do Brasil, estão no grupo Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O relatório cita Brasil e Turquia como plataformas regionais de produção e logística que poderiam ser usadas para redirecionar mercadorias ou dificultar a identificação de sua origem.

Para os Estados Unidos, produtos “ligados à China” não precisam ser declarados como chineses para entrar nessa classificação. O governo considera fatores como componentes fabricados na China, participação de empresas chinesas, financiamento ou fornecedores do país e etapas de produção realizadas em território chinês.

O relatório aponta que o transshipment pode envolver montagem ou processamento limitado, troca de etiquetas, reembalagem e alteração de documentos para fazer com que a mercadoria aparente ter origem em outro país.

A Casa Branca ressalva, no entanto, que o aumento das importações americanas de terceiros países não significa, por si só, que exista transbordo ilegal. Parte desse movimento pode decorrer de mudanças legítimas nas cadeias de produção, nos investimentos e nas fontes de fornecimento.

Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru também foram classificados como “corredores latino-americanos”, associados a rotas de redirecionamento de mercadorias pelo Atlântico e pelo Pacífico, além de operações de armazenamento e montagem regional.

  • Google Discover Icon
postado em 13/08/2026 13:01
x