
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o governo federal está interessado em apresentar soluções para resolver a crise financeira do Banco Regional de Brasília (BRB), após o envolvimento da instituição com carteiras fraudulentas operadas por Banco Master e Reag Investimentos, liquidadas pelo Banco Central ainda em 2025. Segundo ele, não há “inércia” da equipe econômica para tentar ajudar a solucionar o problema.
“Esse problema (do BRB) não tem nada que ver com o governo federal, muito menos com o Ministério da Fazenda”, disse Durigan, em entrevista concedida na sede da pasta, na manhã desta sexta-feira (14/8). “Em segundo lugar, mesmo não sendo um problema nosso, fomos nós que apresentamos uma saída que respeitaria e conseguiria manter serviços importantes do DF”, acrescentou.
Durigan reforçou ter apresentado possibilidades para superar a crise do BRB em reuniões anteriores com membros do banco e do governo do Distrito Federal. Na quinta-feira (13), em audiência de conciliação promovida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe da Fazenda voltou a comentar sobre a possibilidade que os bancos levantaram sobre utilizar o Fundo Constitucional do DF como garantia.
Na mesma audiência, no entanto, a governadora do DF, Celina Leão (PP), disse que a inclusão do FCDF alteraria os termos originais do acordo celebrado no último dia 28 de maio. “Essa situação é bem difícil, porque parte da premissa de mudança de acordo. Não foi isso sugerido inicialmente. (...) Estamos falando do cumprimento daquilo que foi acordado, ajustando todas as partes”, rechaçou a chefe do Executivo distrital.
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Durante a entrevista na manhã de hoje, Durigan disse ter levado uma outra possibilidade em uma das reuniões com o BRB, segundo ele, “para não ficar sem resposta”. “Então, tudo que tem sido demandado tem sido feito por nós, pelo governo federal, em articulação com os bancos, com o governo do DF. Portanto, é uma grande injustiça falar que o governo federal está inerte nesse caso”, concluiu o ministro.

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